domingo, 15 de novembro de 2020

... que corra riscos, sim... e que “os” tenha no sítio quando chega a hora de assumi-los... ahhhh coisa mais atraente e sensual e sexy... e...e humm....

... agora, muito diferente é aquele que não tem a inteligência para distinguir assumir riscos com tendências suicidas... este moço só pode querer morrer, só pode... 

Bom dia, esbeltos e espadaúdos, 

belezas estonteantes de audácia dessa vida! ;))

[bom mesmo é ter gente que nos manda estas pérolas em modo de cumplicidade para nos rirmos :)))) ]

sábado, 14 de novembro de 2020

 
O teu nome ainda me enrola a língua
Ainda se embrulha na minha pele
Ainda me baralha o sono com sonhos
Ainda faz soar músicas  
nas músicas que já não oiço
Ainda me cai com este semáforo
que me arranca ao tempo 
que já não sou
E caio em mim, sem ti
Como sempre
é tarde
Não há outro nome


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

 


É um bom lema. Um dos que, seguindo-o, fico com a casa cheia de garrafas... mas para já, um café, sim. Ainda é hora de acreditar que algumas coisas podem ser mudadas, e que podemos ser nós a operar essa magia. Lá para a tarde, mágica só mesmo a vontade de fugir...

domingo, 8 de novembro de 2020


[foto @sarvesh_chaudhari]

Já não escrevo para que me entendam, já não escrevo para falar. Escrevo agora para não falar o que não entendem. Já não escrevo para unir margens, para fazer pontes que só eu atravesso. As palavras já não são rios seguindo o mapa dum mar que cabia num bolso, e nunca saiu do sítio. Agora as palavras são o sítio onde a minha noite tem casa, onde os meus olhos se fecham, onde a alma se abre entre as linhas, é o sítio onde vive o silêncio do inexplicável indizível, do que me é intemporal. As palavras são o tempo onde ainda não morri, onde o futuro é pretérito imperfeito, ou só os dados por lançar, na mão de alguém que não conheço, nem sei, nem sei se quero. 
Já não escrevo para explicar aquilo que, ou se sabe, ou não se lê. Entendes? 
Eu sei que não.

[ Lawrence Durrell, in O Quarteto de Alexandria - Balthazar ]
 
Será? ... as coisas não ficam incólumes ao tempo, às intempéries da vida, à ausência demarcada e à solidão, ainda que escolhida. As coisas não ficam simplesmente com as  extraordinárias melodias guardadas até ao dia em que, face à visão do piano abandonado, se queiram de novo ouvir, tocar, viver. As coisas por mais maravilhosas que sejam, ou essas ainda mais - sim essas ainda mais -,  são sensíveis à dor, ao abandono, à traição que toda a falta de lealdade, e de verdade, revela. E se não forem, bom se não forem, são maravilhosamente superficiais e supérfluas, são cantiguinhas que se trauteiam para preencher o silêncio, sem o ofuscar. Não se guardam em pianos destinados a grandes partituras, e que nos lembram experiências maravilhosas e, às vezes, as dores rigorosas que se seguiram. E depois disso, ainda que o piano seja o mesmo, nada soará igual.

sábado, 7 de novembro de 2020

[foto @manoleili]

De luas, desatino e aguaceiro

Todas as noites que não foram tuas.
Amigos e meninos de ternura

Intocado meu rosto-pensamento
Intocado meu corpo e tão mais triste
Sempre à procura do teu corpo exato.

Livra-me de ti. Que eu reconstrua
Meus pequenos amores. A ciência
De me deixar amar

Sem amargura. E que me deem

A enorme incoerência

De desamar, amando. E te lembrando

– Fazedor de desgosto –
Que eu te esqueça.

Hilda Hilst

Incoerência essa, de desamar, amando, e sem amargura, com o tempo a apagar as dúvidas e a acomodar certezas incómodas, difíceis, doridas. Mas sem amargura, com o travo de acidez que deixam na boca todos os beijos que não se deram no abismo apodrecido dos que se deram imerecidos, feridos de engano original, amando no desamor de outros. E agora é só continuar, só mais do mesmo, mas no seu inverso. Espelhos que a vida traz, um atrás do outro, sem partir.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

 

Há quem já acorde convencido, há até quem já nasça absolutamente convicto disso... depois há outros que todos os dias acordam e tentam convencer-se de que os outros não são todos batman, e se forem não há por que também não sejamos... só temos de nos convencer disso.

 Esta sensação que me falta, que sempre me faltou, ausência tão sentida há tanto tempo. Este amparo, esta segurança que aconchega a vida aos dias, isto de que sinto sempre ter sido órfã. E depois esta sensação que me come lentamente alguns dias, de saudades não sei de quem, de falta não sei de quê, como? Porquê?... se sempre faltou o essencial? Se todas as vezes que a vida me abanou, de todas as vezes que me abala, são os meus próprios braços que me envolvem, os meus medos que me amparam, as minhas faltas que me aconchegam as noites? Como é que se anseia por algo que nunca se teve? Que não se conhece? É como amar alguém que não existe, mas que conhecemos. De alguma forma conhecemos. Só nos falta encontrá-lo. O que só é possível se não procurarmos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

 Sento-me cá fora, a ouvir pingar aqui e ali, sem frio nenhum, a tentar acalmar o que me parece queimar por dentro. Acendo um cigarro e penso no sono que vou ter de manhã, para ver se o chamo para perto. Mas o sono é a calmaria da água, não se dá com o fogo. Amanhã será um dia daqueles, com mais guerra do que eu gostaria e que me cansa antes de começar. Não sei por que raio aceitei tudo isto. Mas se o meu medo era eu não chegar, não ser suficiente, agora o medo é de não saber descer ao nível e descobrir não haver forma de resolver doutro modo. Afinal a competência mais precisa é aquela que não quero ter, nem estou disposta a ter. E na verdade nada disto é muito importante... Bonito.

domingo, 1 de novembro de 2020

[imagem @jesuso_ortiz]

 Enfeiticem-se :))

Tudo o que queremos é ser bem enfeitiçados... 

[ I put a spell on you... sussurra a Nina tão bem :) que parece feitiço, 
e combina na perfeição com este Outono do outro lado do vidro e por dentro da pele]


 Noite conversada, à distância mas da mesma garrafa. Duas, na verdade. Há maneiras diferentes de passar a noite das bruxas, mas esta, sem bruxas, não é má. Amanhã vou pagá-la com uma valente dor de cabeça, mas valeu a pena.

sábado, 31 de outubro de 2020

 Não sou só eu que ando a precisar de colo, a fazer-me falta. O resto das meninas cá de casa também - o que dei por mim a estranhar, porque são todas muito independentes e meio ariscas. Deve ser da casa, ou de mim, se calhar a culpa é mesmo minha, sei lá... Mas, o certo é que parece que sentem a diferença de me ver menos, de me ter menos. A que é minha filha, liga-me e estamos ao telefone - normalmente sem dizer grande coisa, ou só disparates, ou até caladas com a outra do outro lado a fazer alguma coisa - tempos infindos, quando chego a casa não é de grandes manifestações, mas encosta-se mais vezes a mim, e diz muitas vezes que não quer que eu vá (outra vez) para longe. A miúda que eu pensei tantas vezes por que não era como as outras sempre à roda das mães, agarrada e a dar beijinhos... e eu amaldiçoava-me porque não sabia onde tinha errado fazendo-a tão independente... agora, às vezes, nas manhãs de fim de semana volta a enfiar-se na minha cama... ela que sempre fugia do mimo que queria dar-lhe, agora parece que lhe falta. As outras meninas, de quatro patas, a mais velha, que é mais minha, arisca como só ela, senhora do seu nariz e espaço, quando estou no sofá põe-se ao meu colo, e claro esmaga-me, porque é grandinha, pois. Também parece querer aproveitar o sofá, é certo, mas não o fazia, agora faz muitas vezes. As ariscas e independentes também precisam de colo, talvez o procurem menos, talvez façam mais de conta, talvez se façam de fortes, talvez sejam, mas a falta de mimo não é porque não sobrevivam ou desmoronem sem ele, é porque gostam, é porque gostam de sentir proximidade, pertença, e isso é coisa que a distância nos lembra. Quando se gosta, claro.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 

Sento-me sempre na mesma mesa. Desço, já com as tralhas todas e sento-me aqui para o pequeno almoço. O sítio não é grande coisa, as vistas também não, mas escolho sempre esta mesa, colada ao vidro que dá lá para fora. Do lado de lá há sol a doirar folhas e a brisa a abanar os braços. E eu aqui, entre o chá e o croissant que é a única coisa que realmente vale a pena e eu não devia comer. Dois, ainda por cima. No dia em que aqui chegar e a mesa estiver ocupada, e os croissants faltarem vou andar neura todo o dia, dou por mim a pensar... não sei se são estes meus rituais que vou cultivando que me dão alento, ou se são só hábitos, puros e duros, que dão uma sensação de segurança e que nos destabilizam quando não cumpridos. Talvez seja a diferença entre precisar de segurança ou apreciar a beleza nos pequenos nadas, que nos sustentam o resto. Necessidade vs beleza. Gosto de pensar que sou pela beleza das coisas. Gosto de pensar que não gosto de pessoas de hábitos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

 Irra quero ir para casa. Há dias em que a esta hora já se precisa de colo. Tinha trocado o almoço por isso. Alimentava-me mais. Para o resto bolachas serviam  para fazer de conta e enganar o estômago.... mas a alma, como enganamos a alma?

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 [imagem @jesuso_ortiz]

Acendes a tua?

Acendes os dias de manhã com a tua luz do dia?

Como? Levas a tua filha à escola e achas aquele caminho de cinco minutos um luxo que te ilumina, e faz amanhecer a luz do dia?

Sentas-te na tua antiga secretária, que continua tua em part time, e bebes um café enquanto o escritório está deserto? Deixas a chávena, e aquele cheiro quente, entre as mãos, a aquecer a luz fria e cinzenta do céu, que a janela da frente te serve?

Escreves qualquer coisa, que te lembre que gostas de palavras e de escrever, quando estás com esta sensação estranha, que te segura e tantas vezes te faz cair, de sentir pequenas coisas, assim como a luz do dia e o luxo de amar incondicionalmente? Esta sensação que te abandona a um café amargo, puro, quente, que já não queres com açúcar, mas mexes com palavras.


terça-feira, 27 de outubro de 2020

 Uma fresta de luz duma cidade emprestada, as paredes escuras dum quarto que nunca nos viu rir ou chorar, uma cama que me é estranha mas me acolhe, com calor. A escuridão será igual em todo lado? A luz não é, mas a diferença não estará no sítio. Provavelmente nem na luz. E esta fresta rasga a escuridão maciça de alto a baixo. E eu pergunto-me onde andarão todas as outras, por finas que sejam, por frágeis que pareçam, podem sempre mais do que sabem... isso sei.

sábado, 24 de outubro de 2020

 
O fim de semana, começo de tanta coisa, do que se quer manter, apreciar, gostar e viver devagar. Quebrar regras também, porque não? Almoçar ao pequeno almoço, alongar a cama até ao sofá, esticar a preguiça com o tempo, marinar a ronha. Mimar o tempo e o mimo que queremos dar no tempo que temos, dar mimo até à terrorista de serviço, que não tem limites à destruição da casa, e que me dá cabo da paciência e das mãos quando tenho de lhe dar palmadas - que de tão dura a bicha tenho ideia que é só a mim que me dói, e a destruição não abranda... mas depois há este mimo, este chegar-se e encostar-se, esta paz, este respirar-me ao ouvido segredos inimagináveis como o de às vezes se tornar um doce ternurento, e fazer-nos duvidar da realidade e da nossa sanidade mental roubada a cada asneirada...Manhãs assim, de coisas nossas se lhes dermos o tempo, a música e a luz necessárias. E assim as tempestades do mundo, acalmam em nós, como esta bicha terrorista, tão tranquila com o focinho encostado a mim, em cima da cama tão proibida de subir... mas é fim de semana, o mundo hoje é diferente cá dentro. É o nosso.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

 

Sentei-me aqui para ver a lua enquanto fumava um cigarro destinado a descansar-me a cabeça do dia, a desligá-la. O descanso é talvez desligar o necessário, abandonarmo-nos ao inútil, ao que não tem razões. À lua faltava-lhe estar no ponto pestaninha em que a prefiro, em que, olhando-a, sorrimo-nos. Há certas coisas que são como janelas para alcançar a alma. Às vezes andamos a ver onde pomos os pés, passamos e nem notamos. Não vemos. Não damos pela ausência da alma até que um dia sentimos os danos. Chegamos a casa, e no seu vazio procuramo-nos, às vezes encontramo-nos, olha-se para qualquer coisa que nos sacode, uma visão que nos lembra quem somos, no vazio, na ausência, num céu aberto que nos entrega um fio de luar, e desfiamo-nos. Agora o cigarro acabou e uma manta cobre o céu. Talvez a lua sentisse frio. Ou eu.

domingo, 18 de outubro de 2020

[foto @nicoladavisonreed]

Dos domingos de perder a cabeça...

... os que fazem perder a cabeça quando pensamos no dia seguinte, e aqueles que nos mostram que definitivamente há maneiras tão melhores de perder a cabeça, num domingo pacato... como perder a cabeça em alguém que nos faz esquecer tudo... sem razão nenhuma, só porque sim, porque estar absorve tudo, todo o tempo. É de perder a cabeça, mas entre risos, cumplicidades e corpos, encontrar o resto todo :)) 


Bom domingo 

sábado, 17 de outubro de 2020

[ Filipa Leal ]


Sempre ao contrário.

Entras ao contrário onde devias sair ao contrário.

Pela minha mão.

 Hoje não quero saber de nada que não seja do meu mundo, quero habitá-lo em pleno, degustá-lo, matar saudades, sentir-me eu sem as roupas que nos cobrem e protegem. Hoje não quero ter de me defender de nada. Quero só ser e estar, sem dar conta, porque é isso que mais conta.

[há pessoas que nos deixam, mas o que nos deixam não permite que alguma vez realmente os deixemos. É assim em muita coisa, feliz ou infelizmente, mas neste caso concreto é felizmente a Mafaldinha que não nos deixa. No dia não assinalei essa perda do que Quino ainda nos poderia dar, mas gostei de ver tantas tirinhas da Mafaldinha a povoar os ecrãs - o que nos deu não se perderá e qualquer dia serve para o lembrar.]

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

 

Levantei-me à hora que tantas vezes fechei a luz e ouvi a porta bater, ainda mal o sol tinha pestanejado e eu fechava os olhos a correr, duas horas, para depois ir trabalhar, quase sempre atrasada. Agora é assim, começo onde dantes acabava, apanho dois acidentes e muito tempo de filas. Mudou. Tudo. Para melhor? dou por a perguntar-me, sem saber porquê, entre os carros e os ponteiros do tempo... Não ter uma porta a fechar-se por fora é bom, mas todo o começo disto está a ser arrancado a ferros. Perdida e completamente sozinha, a minha versão amigável está a chegar ao fim, não tem assim muita resistência a maus-tratos (por incrível que isto me soe agora...) e parvoíces atiçadas, se é para partir, parte-se. Não tenho muito a perder. Não preciso disto. Conjugação muito perigosa, esta. Confirma-se, não fui feita para lidar com filhos da mãe. E não tenho pachorra. Estou entre mandar tudo às urtigas ou pegar em tudo e fazer ponto de apoio para os mandar à m... obrigando-os a gramarem-me na minha pior versão... dilemas, senhores, dilemas.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

 

[foto @picsbykimoverpelt]

Este pessoal é quase todo munido duma simpatia assassina... quase que dá para me sentir capaz de candidatar-me a moça com melhor feitio do mundo... ou deste mundinho, vá... Valhamedeus irra...

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Devia aprender francês... nunca atinei com a coisa... 

... admite-se professor, preferencialmente alto e espadaúdo, com sentido de humor - imprescindível - e ainda melhor se versado em algumas coisas francesas tidas por icónicas (não, não falo da torre Eiffel ou afins..)... se conhecerem alguém, avisem, sim? ;))

domingo, 11 de outubro de 2020

 Revisitamos  velhos hábitos por quê, para quê? Procuramo-nos onde nos perdemos, o que perdemos? Talvez seja o último sítio onde ainda estaremos, o último onde nos conhecíamos onde sabemos ter estado, onde pela última vez nos tenhamos ouvido ainda. Depois o silêncio e mapas sem norte. Como se a nossa voz tivesse emudecido, se tivesse perdido de nós. Aqui, ou num momento que foi este mas já não é. E já não estamos. Mas visitamo-lo. Porquê? Para quê?


Munições. O Balthazar (e o Lawrence Durrell) que me perdoe, mas vou pô-lo na prateleira até que Sun Tzu me ensine como não morrer já. O sol está bom, vamos lá afiar os ouvidos para um mundo diferente, que não é meu, mas que vou ter de (pelo menos) atravessar, quiçá fazer casa durante uns tempos. Uma moça tão pacífica como eu.. Valhamedeus.

sábado, 10 de outubro de 2020


Não sabemos mesmo a ideia que deixamos nas pessoas. Algumas vezes surpreendem-nos em verem em nós coisas que não pensaríamos, que nem conta damos, do que fazemos, ou como. É estranho. 
Não esperava aquelas reacções à notícia de deixarem de trabalhar comigo, não esperava. Não adivinhava o que ouvi, ou o que me disseram outros que ouviram. Certo é que cada um contará a sua história e tudo pode ser virado ao contrário. Podem um dia vir a dizer que eu era branda com eles, onde há um ano me pintavam como o terror que levava pessoas a demitirem-se à beira das lágrimas. Cada um terá para si a sua verdade, a minha é que dei o litro e não deixei ninguém ao meu lado fazer o mesmo, sem que oferecesse ajuda. Contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que deixei quem trabalhava comigo no escritório depois de eu sair. Mas acho que lhes ganhei o respeito daquela primeira vez, mal me conheciam, a trabalhar com eles há um mês e pouco, e os defendi em reunião geral quando, pasma, vi que ninguém mais o iria fazer e a tremenda injustiça disso. Tenho muitos defeitos, mas não sou injusta e isso passa também por não deixar incólumes injustiças feitas ao alcance da minha mão. Incrível como uma única atitude, numa única situação, um único momento, uma gota no mar do tempo, pode ter mudado todo o tempo seguinte. Como teria sido se não o tivesse feito? Não sei. Sei que a partir daí me terão dado o benefício da dúvida... daquela dúvida de alguém meio estranho que faz coisas que, como me disseram depois, em todos os muitos anos que ali trabalham ninguém fez, ninguém ainda tinha feito. E eu não fiz nada, tentei não deixar que outros fossem injustos, só isso. E ontem juntei à pena imensa de deixar esta gente, e de trabalhar com eles diariamente, a pena de, afinal, eles também terem pena, me considerarem no fundo. De brincarem em fazerem um abaixo assinado a contestar mudarem-me a função e o sítio, de quererem que “lá em cima” saibam que não gostaram nada disto. De dizerem depois de eu sair que acham que mais ninguém na minha função alguma vez vá trabalhar com eles assim - a ir sentar-se ao lado deles, e resolver problemas e perceber as coisas, que era o que eu ia fazer. E no caminho brincar um tico, animar o ambiente, não sei, se calhar ser eu, só. O mesmo eu que sozinha no escritório suspirava e resmungava, outras vezes dizia mal da vida, muitas antes de atender o telefone pela cagagésima vez com um tom de quem não acabou de maldizer a porr@ do telefonema, e todos os outros antes, que não deixam uma pessoa trabalhar. E houve até quem dissesse que ia sentir saudades dos meus suspiros no escritório ao lado... enfim coisas que não esperava. Que me fizeram sorrir e questionar-me. Já esperava que algumas almas, poucas, me sentissem a falta, mas é gente minha, de antes, e já restam poucos, muito poucos, mas tão bons caramba! Que orgulho tenho neles e no trabalho deles. E de alguns gosto, sou amiga, mesmo, genuinamente. E agora não sei o que me vai acontecer. Mudaram-me de poiso, de função, estou sozinha, não levo, nem tenho ninguém meu. Estou entregue aos bichos, e chamam-lhes tubarões. E tenho medo, outra vez, como sempre, de não chegar, de não ser capaz - de me desiludir, de ser menos do que deveria ou me supõem. E a amostra de ontem deu para perceber que não vai ser fácil, nada fácil o que tenho pela frente. Agora que eu começava a estar bem, que finalmente as coisas estavam a estabilizar, tinham de me virar o barco outra vez? Estou cansada de nadar contra a corrente. Estou mesmo, os últimos meses levaram tudo de mim. Algumas coisas agradeci, outras ando a ver se as cato nos restos de mim, adormecidos, atropelados pelo tempo, ou falta dele. 
Para a semana é uma nova guerra que começa. Lá tenho de olear o arco e flecha...Vou sozinha, sinto-me terrivelmente perdida e desamparada, mas saber que deixo aqui mais esta gente a juntar aos meus, que de alguma forma parece querer-me bem, deu-me algum alento, mas caramba muito mais saudades. Porr@!

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

 
Eheheh... certo!

... Mas se vires que aquela porta não te leva a lado nenhum, ou leva-te onde não te interessa, tenta outra, ou procura uma janela...

Por exemplo esta porta que me leva a estar aqui a estas horas eu dispensava... podiam fechá-la e perder a chave que eu não ia chorar de saudades... Bom Dia! :)

 
[foto @_georgemayer]

Há pessoas, que na sua opacidade, se tornam tão transparentes. Não no que querem, mas no que escondem e como deixam pressentir aos atentos o que serão capazes de fazer para ter o que querem. O que quer que isso seja. E basta isso para revelarem o que na verdade interessa: que não interessam.

Depois há aqueles que parecem mauzões... parecem.

domingo, 4 de outubro de 2020

É bom e recomenda-se ;))

...ainda mais se seguidor de Mae West: 
“Quando sou boa, sou óptima, quando sou má, sou melhor ainda”
Um bom lobo mau é coisa para não se ficar indiferente... ;))
Bom dia, lobinh@s !

sábado, 3 de outubro de 2020

Despir a semana. Dobrá-la e arrumar numa gaveta longe da vista e das mãos, até segunda de manhã, preferencialmente. Deixar a vida ao ar, deixar o tempo deslizar pela luz devagar, esquecer o que foi e o que há-de vir. Enrolar-me numa manta, escolher filmes para ver em catadupa, ou escolher um só filme de fim de semana,  (chamada temporada de uma qualquer série - vi ontem que já saiu a Outlander :)) e além de distrair faz um bem aos olhinhos, que só visto :D) que dure todo o fim de semana, nos intervalos ler o livro de cabeceira na varanda, ouvir chover, ou só deixar-me dormir no sofá de sempre. Passear a bicharada, saborear o silêncio, entrar no Outono a beber as suas cores,  entregar os sentidos àquela lassidão doce que este tempo traz (ou eu sinto)... era tudo o que me apetecia. Ir ao supermercado não estava incluído, despachar mails de outros assuntos que não são trabalho, mas também são, só que diferente, também não, nem andava lá perto, pagar contas certamente ainda menos, fazer as contas para negociar processos seria coisa para estar mesmo a anos luz... Irra que há coisas que se despem mas não há maneira de ficarmos nus.... bahhhhh estou cansada e farta, quero um fim de semana de jeito, e prolongado ”faxabore”... pode ser?

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Será? 
Nunca concordei, e agora chego à conclusão que, se calhar, o que leva é não ter tempo para pensar o que queremos que o tempo leve, ou que seja levado duma qualquer maneira... o que dizem que o tempo leva desaparece muito melhor quando não damos tempo, por não o ter, e nem sequer o vemos passar... talvez porque vamos com ele. Se paramos o tempo de que fugimos apanha-nos. Ou está em nós. Ainda não sei.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Ando rota, sem tempo de me coser entre os dias. Vejo as nuvens, o sol ou a chuva pela janela à minha frente, quando tenho tempo de abrir os olhos lá para fora. Passaram-se dias já, sem que a minha pele soubesse se estava sol ou chuva. Ando meia febril porque o corpo está em protesto e quer que o oiçam... e parece-me que já passei a fase de me chatear, agora parece apenas que se me apagam as reacções na fonte. Como se já não valesse a pena o esforço de me chatear. E daqui a duas semanas deverei começar a sair de casa hora e meia mais cedo... alguma coisa em mim não está bem, definitivamente. Tenho de me devolver, de me chatear, de perceber a anormalidade disto tudo, de não aceitar tudo porque quero as coisas resolvidas e a funcionar, se nada disso compensa, se afinal este tempo estou a roubá-lo a quem já não o tem, e mais tarde isso vai matar-me. E aí com razão, por uma boa razão. Preciso de parar, de parar o tempo, ou o tempo acabará comigo, levando o que ainda sinto meu.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

[foto @sarvesh_chaudhari]

Há dias tais em que uma pessoa se esquece onde traz o coração. Bate, mas não faz barulho. Depois a noite engole o dia e o coração bate, damos por ele. Damos por ele fora do sítio. Tudo fora do sítio, e só trevos de três folhas pelo caminho, a alimentar os pés, a bater no coração, mudo de medo.

domingo, 20 de setembro de 2020

[Pedro Mexia]

Leio isto, gosto, mas penso que não o diria assim, diria: 
“não posso saber a temperatura do meu corpo sem o teu”
Nem sei do meu corpo, sem o teu.  E não sei do teu. 
E na maior parte dos dias já não quero saber.

sábado, 19 de setembro de 2020

[foto @vorosmate]

O Outono a despontar, a querer dar o ar da sua graça...
A lembrar as saudades que não sabíamos já ter... ou eu, pronto.
Mas este ano quase não senti o Verão, vi o mar de raspão poucos dias, mergulhei os pés na areia uma ou duas vezes. Não sei o que ando a fazer da minha vida, ou o que ela anda a fazer de mim...
No outro dia perguntei a alguém: estou diferente? Responderam que muita coisa mudou na minha vida, que muitas voltas se deram no meu mundo, mas 
que a minha essência não parecia ter mudado nada, que quando paro e estou, sou a mesma. Fiquei aliviada, quase contente, às vezes não sei onde andam certas partes de mim, tenho medo que desapareçam, e tenho saudades de as sentir. O Outono tem muito a ver com esse meu lado, e estava com saudades, e só hoje ao acordar neste Outono que acorda do outro lado dos vidros me apercebi do quanto. Nem sempre é o perder que nos lembra o que gostamos ou somos, é o voltar a sentir, o reviver, que nos acorda e traz a imensa saudade duma ausência que tanto fizemos por não notar, que um dia deixamos até de notar, de contar os dias e as dores. Depois amanhece o Outono e tudo muda, apagando tudo o que mudou. Talvez tenha sido a falta do Verão, ou talvez o Outono em mim seja sempre assim.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

“Pergunta-me se ainda sou o teu fogo.”
Mia Couto

...Ou se sou já a memória quente das tuas cinzas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

A estranheza de sentir que o dia ainda não acabou,
e já outro começou. 
Daqui a pouco um novo dia, e o mesmo...
Os dias dentro dos dias,
uma matrioska de tempo,
onde falta o tempo que parece sobrar.


quarta-feira, 16 de setembro de 2020





Vem, prende-me em beijos
Percorre-me a pele por onde ainda escorres
Procura-me, como se nunca me tivesses encontrado
Adivinha-me, como se nunca me tivesse mostrado
Entrega-te, como se nunca tivesses sido meu
Apaixona-te, como se nunca me tivesses amado
Ganha-me, como se não me tivesses perdido
Vem, como se nunca tivesses ido 
Tenta-me, como nunca te tentei,
Como nunca me tentaste

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Finalmente desligo o computador e venho para a varanda. Há para aí uma hora que já só pensava em acabar o que tinha para acabar, para poder deitar-me aqui um tico, fumar um cigarro e deixar a noite refrescar-me as ideias, ou pelo menos ajudar o dia a poisar, lá onde ele ficou, ou vai ficar, descansadinho com aquilo que me arrancou. Será assim com muita coisa, ficam com o que demos de nós, e isso fica num sítio qualquer no tempo, sem espaço. Acho que no último ano devo ter gasto duma vez muitos anos... também isso devia mudar... mas as mudanças não me parece que vão por aí, infelizmente. Às vezes a vida é só estupida, ou parece...

[as vezes já não sei se fumo porque me apetece ou se fumo para ter tempo]

domingo, 13 de setembro de 2020


 
... é mais ou menos isto,
mas sem roupão.
E muita fome, ronha e preguiça...



Mais um dia que acabo nas paletes da varanda,  com esta noite maravilhosa. E aqui deitada, com o barulho de fundo de vozes e conversas longínquas, deixo-me pensar. Dei por mim aqui a pensar como tudo pode mudar sem mudar o essencial. Como tudo se vai modificando e ajustando, mas nós somos os mesmos, adaptamo-nos, não mudamos. E então as coisas tornam-se diferentes, ainda que não tenham mudado. Penso, do que vejo, o que estará diferente, sem que nada tenha mudado, ou se terá mudado tudo, ou talvez nada, e a essência sempre foi o que não vi. Penso como tive de mudar tudo porque houve quem não mudasse nada. Penso como tudo que durante muito tempo não muda, um dia aparece-nos completamente mudado - ou estragado, por paradoxal que seja, é preciso mudar para que as coisas se mantenham, e até para nos mantermos fieis ao que somos - quando se abrem os olhos. E como às vezes mudar tudo, é só fazer diferente, mas ser igual - na essência tudo fica na mesma, só não se vê. Ou vê-se o contrário. Os olhos enganam tanto e as palavras não são nada, confiar em quê então? Só no que não queremos, isso é certo e só tem uma via.

sábado, 12 de setembro de 2020

 


[imagem @jesuso_ortiz]

Hoje comecei o dia com amoras... é sempre um bom princípio. Mesmo que já não fosse cedo, não era tarde. Tarde é quando é melhor não chegar a ser... e para nos rendermos às amoras não há tempo, e lembro-me sempre de ouvir que amora é o fruto mais perto do amor. A uma letra de distância, mais precisamente, e isso é um bom começo :))

 


E para perder-me do dia, deito-me aqui ao relento, quase relendo os dias que não chegaram a ser, na companhia dum cigarro ainda por acender. Aperto-me na manta para esquecer o frio da brisa que a pele arrepia. Acendo o cigarro, e sem saber como, começo a fazer contas à vida em contos que não conto, e onde nunca contei. Fecho os olhos  na esperança de fechar portas aos pensamentos, mas é estrelas que me povoam e furam a escuridão. Lembro-me do céu alentejano inundado de estrelas e do desejo dois-em-um que lá caiu à minha frente, penso se tudo isto que se anda a passar na minha vida, que nunca desejei ou adivinhei, são os céus a fazer caminho para que se realizem... 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

 


[imagem @goodcomma]

Os dados estão lançados, agora é esperar a resposta. Não foi não para já, mas já fiz a minha parte, agora é esperar. Não sei pelo que torça como resultado... estou assim, mas mais tranquila... Mais uma grande mudança... ou não. O mesmo medo de não ser capaz, de não estar à altura do tamanho que me imaginam. Tenho sempre medo de não chegar, de me pensarem mais do que sou, ou de me descobrir menos do que penso. 

Há dias comentava que precisava de mudar de ares e de chip. Muito cuidado com o que se deseja... às vezes acontece realmente acontecer...

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

... não conhecia.
...mas só a palavra...
... é a falta de vocabulário.


 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

E eu mal abri os olhos recebi esta... acompanhada de  “tão verdade...”
não sei se em modo de indirecta,
com uma certa insinuação de queixume
 ou de quem afinal quer dar a entender não ter uma resma de moças atrás...
não sei, mas ri-me, e sei que a minha resposta saiu imediata:
“A minha n costuma ser de papel higiénico... será um bom sinal? 🙄🙄”
E não sei se será um bom sinal, mas ri-me mais com a minha própria resposta... 

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Amalia  Bautista 

 No fim, muito pouca coisa importa.
E esse devia ser o nosso princípio, sempre.
Mas nem sempre parecemos saber por onde começar,
 e tudo atrapalha e se agiganta, perdemo-nos dos caminhos: voltamos ao princípio.
À essência, ao amar e ser amado, ao proteger quem amamos,
mantê-los perto e dentro, ao saber tocar quem nos toca.
E por fim, não ter medo de recomeçar, com este princípio.
O nosso fim é amar.

sábado, 5 de setembro de 2020

Não sei se será em cheio, mas cheio parece-me que sim. Comprar os livros da miúda, lavar o carro, agora tomar um café, à tarde limpar umas coisas lá em casa e supermercado... e sei lá o que mais. Não gosto dos dias todos programados, lista de afazeres para se ir riscando. Sinto como se estivesse numa missão, não a viver, e pelo menos o fim de semana devia ser para se viver. Também é certo que gosto de fazer listas às vezes, pelo enorme prazer que me dá, depois, furá-las. Dizer, não, não me apetece, hoje não vou fazer isso, fica para depois, vou antes fazer isto ou não vou fazer nada.... ahhh o não fazer nada, tão bom quando apetece... depois fico-me a pensar se a minha vida voltar a mudar se não vai ser ainda pior, os fim de semana com uma agenda tão programada como o resto dos dias... e então não há diferença, é só um stress diferente... e caramba não me apetece nadinha isso... 
paro um bocado e é nisto que a minha cabeça pára, detesto ficar sem saber o que fazer, o que decidir, não aguento muito tempo assim, em cima do fio. Tenho de arranjar uma saída, e depois seja o que deus quiser, ou não deus... eles.
Muito isto, muito típico, muito familiar a todos por certo...
Os mesmos factos, versões bem diferentes da realidade, conforme o olhar que os vê, os sente, os pensa - conforme o que cada um guarda longe do sol. Cada um com as suas suposições, os seus medos, cada um com as suas defesas, mas às vezes ambos errados, ambos a sofrer pelo erro. E dois erros contrários não se acertam. Outras vezes o que é, é o que é, e nada mais haverá a supor ou pensar, só sentir não se pode evitar. O problema é saber quando é qual, e como. A prova dos nove, digamos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

É nestas noites que esta minha varanda é um bálsamo. Finalmente volto a aproveita-la. A noite está esplêndida, não há frio nem vento, e tenho a pintarolas aos pés. O cansaço vence-me a passos largos, e penso que adormeceria aqui facilmente, na minha cama-palete de almofadas. Ontem a esta hora já me tinha rendido, derrotada pelo dia, por tudo, o sono raptou-me e levou-me, eu deixei e agradeci. Hoje a noite parece lembrar as noites calmas, amenas, quando a vida era diferente. Antes de tudo se tornar diferente. Já não sei qual é a normalidade, ou talvez isso não exista, há o agora quotidiano e os antigos, e tudo será normal. Talvez daqui a pouco tempo a normalidade, a minha, já será diferente. Agora parece que só espero que o tempo me traga uma que goste mais do que gostava dos dias, do agora, da normalidade, antes de tudo ser diferente e não ser anormal.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

E agora que é que eu faço? Estou com a cabeça feita em água, só ondas cá dentro, para trás e para a frente sem sair do sítio, sem decisão, sem definição. A melhor promoção que me poderiam oferecer mas a uma hora e meia de casa. Só me apetece dizer asneiras, a sério, ou chorar ou sei lá o quê... o que raio faço eu à minha vida? Que farol atendo? E a pensar que me iam mandar para casa... e afinal querem é mudar-me de casa, ou fazer-me de io-io. Que raio é que eu faço à minha vida? E as ondas ali na sua vidinha,... e eu aqui parece que levei com uma tempestade nas trombas... não há nenhuma boa decisão, e isso é o inferno. E está em nós.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Cláudia R. Sampaio


A sobrevivência custa sempre,
mais depois de se ter vivido
Quando se estendiam as mãos para nos alcançarmos
Para nos partilharmos, para nos darmos
Completamente, sem pensar no hoje de amanhã,
Sem pensar no vazio em que se deixavam
Nunca em esmola
Nunca em súplica 
Acabamos a fechá-las para
Em concha 
Guardar na memória o vazio 
Para memória futura
Que será o infinito de amanhã 
Se amanhã chegar
Um dia


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Lá se foram os cartuchos deste ano...
estava tão bem... bahhhhh  
Estou em fase de negação...
mas terá de passar rápido, numas horas, pronto. 
A realidade está pronta a servir,
eu é que não estou muito pronta para servi-la...
Amanhã, estou certa,
vão elogiar-me o feitio muitas vezes...

sábado, 29 de agosto de 2020



 

Outros ares, quilómetros a encher o olhar de mar, passeios de carro com música e duas meninas a dormir parte do tempo :) um por do sol de arrepiar cabelos e descabelar toda a gente.