sábado, 29 de abril de 2023
sábado, 7 de janeiro de 2023
I can't make you feel what you already feel
I can't show you what's in front of you
I can't heal those scars"
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
domingo, 27 de março de 2022
sexta-feira, 21 de janeiro de 2022
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
domingo, 1 de agosto de 2021
quarta-feira, 21 de julho de 2021
quinta-feira, 29 de abril de 2021
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Está uma noite óptima, oiço aqui e ali pingos a caírem atrasados da chuva, de resto só silêncio e noite e palavras por desenovelar. Nem sempre estamos para nos desenovelar, às vezes parece confortável deixar novelo como está, não se mexe não se apertam nós sem sabermos. Também é certo que não os desfazemos, mas se estiverem quietos e sossegados no seu novelo, imóvel num qualquer canto, não damos por eles, não os vemos não os sentimos não nos lembramos que estão lá para um dia os tratarmos, se quisermos fazer alguma coisa da linha. E aqui, penso que queremos sempre, mas não a qualquer custo. E é por isso que há cantos escondidos com emaranhados escancarados. Hoje não quero tratar dos meus, mas não sei porquê estão escancarados à beira da alma que se esconde atrás deste silêncio.
[e antes de vir para o degrau da varanda estava a ouvir isto:
terça-feira, 6 de abril de 2021
quinta-feira, 1 de abril de 2021
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Hoje o dia, depois de dar uma nega a um convite para caminhada comprida que não me apetecia tão cedo, mas ficando a pensar nos convites reiterados a Barcelona... e depois de dormir mais um tico, porque afinal é domingo!... começou assim, com música e com o cruzar-me com uma entrevista antiga do Lobo Antunes, homem que me desconcerta sempre, pela ternura infinita a par com a brutalidade crua de reacções e palavras. Assim, nesta conjugação improvável (será improvável? mesmo?) que me deixa sempre um sorriso e a vontade de pela vigésima vez tentar começar um livro dele onde eu consiga entrar. Adoro as crónicas, como toda a gente, mas os livros, os livros são outra loiça, e nem todos acho que chegamos lá. Eu ainda não, ou talvez eu não seja das que têm essa chave diferente para aqueles livros. Fiquei com vontade de comprar as crónicas para ter dele o que mais gosto, essa ternura que tão bem se absorve nas suas crónicas. Adorei as cartas de guerra "Neste viver aqui neste papel descripto" onde se vê o ser humano, a intimidade, a alma de alguém. Era capaz de me apaixonar por aquele homem, não tenho dúvidas, e o entanto esse seu mundo fechado nos seus livros, não se abriu para mim, e talvez nunca venha a acontecer. Entretanto rebaptiza-se a música "Sometimes never" e dança-se sem saber de nomes, ou de idas ou de voltas, de nuncas ou de sempres, dança-se e pensa-se nos mundos que todos encerramos, nos que nos estão vedados e nos que queremos escancarar, e abanamos a alma mais um pouco, ao som duma música que ouvimos que ninguém garante que seja exactamente a mesma, a minha filha ouviu mas terá ouvido o mesmo? :)
domingo, 21 de fevereiro de 2021
E hoje o shuffle trouxe-me isto, precisamente quando o meu olhar se despedia das cores do sol no horizonte, à hora que mais gosto da minha varanda, da minha sala - quando as cores aquecem a alma, tanto quanto o olhar. E gosto da música, da sonoridade, e da envolvência de sensualidade e meio-pecado que a embrulha, nessa confusão que (só) pode ser deliciosa e fatal... tudo tem o seu preço.
sábado, 20 de fevereiro de 2021
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Oiço esta música e fala-me de afastar, de combater a morte, todas as mortes, tudo o que nos impede de viver, e como essa tarefa se assemelhará realmente a empurrar o céu.]
quinta-feira, 21 de maio de 2020
Mas não deixa de ser bonito, de dar prazer ouvir.
domingo, 17 de maio de 2020
Sento-me aqui, queria sentir o fresco da noite. Aqui sentada, de cigarro aceso, parece-me a noite apagada, profundamente adormecida, deitada numa paz silenciosa entre a escuridão do céu e as luzes da cidade. Eu aqui, calada, e tão desperta, com a vida toda adormecida. Como se tudo estivesse ao contrário, o negro da noite debaixo dos pés, e o mundo lá em cima, onde só o olhar chega. Tudo num avesso sem costuras.



