terça-feira, 1 de setembro de 2020

Cláudia R. Sampaio


A sobrevivência custa sempre,
mais depois de se ter vivido
Quando se estendiam as mãos para nos alcançarmos
Para nos partilharmos, para nos darmos
Completamente, sem pensar no hoje de amanhã,
Sem pensar no vazio em que se deixavam
Nunca em esmola
Nunca em súplica 
Acabamos a fechá-las para
Em concha 
Guardar na memória o vazio 
Para memória futura
Que será o infinito de amanhã 
Se amanhã chegar
Um dia


Sem comentários:

Enviar um comentário