quinta-feira, 21 de setembro de 2017



[foto @_georgemayer]

Havia nela uma escuridão
que luz nenhuma tapava, 
como uma réstia de noite
que nunca amanhecia. 
Estava-lhe nos movimentos desabridos
onde se fechava, 
no andar ligeiro que lhe pesava,
até no riso franco que nunca sorria...
como que uma dor muda
em cada encanto. 

2 comentários:

  1. Que bonito texto, Vi
    :)
    Algo misterioso assim entre o concreto e o indefinido. Fez-me recordar o poema "Amo-te sem saber como" do Pablo Neruda
    "Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
    ou seta de cravos que propagam o fogo:
    amo-te como se amam certas coisas obscuras,
    secretamente, entre a sombra e a alma.

    Amo-te como a planta que não floriu e tem
    dentro de si, escondida, a luz das flores,
    e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
    o denso aroma que subiu da terra.

    ..."
    Beijinhos
    Nanda

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  2. Gosto muito de Neruda... e esse poema é lindo :))
    beijinhos

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