terça-feira, 7 de novembro de 2017

[foto @evapictory]

Tenho a alma a viver há muito no silêncio 
 - vários silêncios, como tons de azul sem céu -,
sem nunca se silenciar.
Há alturas em que peço 
 - que grito dentro sem esgaçar o silêncio de fora que me rasga -, 
que se cale, que não a oiça,
que me deixe ser sem saber, sem querer.
Ser só como o azul do céu.

Será o silêncio da alma,
paz ou morte?

8 comentários:

  1. a meu ver, é no silêncio que a alma se encontra com o corpo :)
    beijo, Olvido

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  2. Olá Vi!
    Que bela foto, que olhos tão expressivos! Assim de repente fez-me lembrar um quadro de Vermeer
    Não sei não...a alma retém silêncios que podem até ser dilacerantes de paixão escondida e velada. Assim como no fundo escuro e misterioso dum retrato como esse da menina com brinco de pérola.

    Nanda

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  3. quanto ao poema...sem palavras...quanto ao silêncio,às vezes diz tanto, fala tanto, grita tanto!

    Boa noite Olvido

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  4. ana,
    Também acho que só nos encontramos no silêncio, mas as vezes gostava que a alma também se calasse, desse sossego. O silêncio apaga-nos o mundo à volta, mas se por dentro a alma não se cala não se encontra paz... ou eu ando assim.
    Beijo :)

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  5. Nanda,
    Sim a foto é forte, o olhar fala no silêncio, tem alma que grita. Como a paixão, quando existe grita, nem que seja num olhar, num agarrar, num beijo que se deixa ficar. :))
    Beijo.

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  6. O silêncio deve ser a arte de tudo caber em nada. Verdade, mentira, o que é, o que podia ser, o que nunca foi dito e tudo o que não valia a pena dizer... o silêncio é sempre um abismo entre duas margens que não se tocam.
    Boa noite, Sol

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  7. Não há nada melhor para uma alma do que tornar menos triste outra alma;)

    Bom dia, Vi:))

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  8. Essa é, para mim, uma grande verdade. Touché!!
    Boa tarde, Legionário :))

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