segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Da falta de colaboração... 
Muito pior que a afamada falta de comunicação... 
Tão difícil arranjar bons colaboradores hoje em dia... 

domingo, 5 de agosto de 2018

Apetece-me... só de olhar já parece fazer fresquinho na pele...
Refresquem-se :))
Bom domingo 


(...) “a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente - atravessando inclusive o oposto daquilo e que se vai aproximar.”
Do prefácio de A Paixão segundo G.H., Clarice Lispector

Como o que poderia, ou deveria, unir afastou mais, atravessar o seu oposto - leio estas linhas e é o que percebo, o que penso e retiro, constato, afinal. As pessoas de alma já formada são as que sabem que tudo chega devagar e às vezes pelo lado oposto. A minha será formada? E qual é o meu lado oposto? Por onde me chego pelo meu avesso? Por onde me vejo pelo que não sou?


(Clarice Lispector, in A paixão segundo G.H.)

“A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prémio.” - suponho que é verdade, a desistência é prémio quando se fez tudo, quando se construiu, quando se chegou lá e depois de tudo isso, de saber que fizemos tudo, desistimos, não porque fomos vencidos, mas por escolha. Por poder escolher desistir. Por ter construído, feito tudo e, também, exactamente por sabê-lo. O prémio é talvez desistir sem (ter de) desconstruir. Talvez. Saber que se conseguiu e deixar ir, qualquer outra forma será sempre o reconhecimento de um falhanço, de uma derrota, se calhar, de termos simplesmente sido vencidos, ou de não termos, sequer, verdadeiramente tentado. Talvez.
Esta não era a página do fim, mas é muito melhor que a do fim. Acabei.

Nao percebo como dizem  ser o melhor livro dela... ou se calhar percebo, porque acho que muitas vezes quando não se percebem as coisas dizem que elas são muito boas, como que insinuando que só os muito elevados as podem compreender e, logo, gostar... então muita gente diz adorar e ser muito bom - à laia do que acontece com muita “arte moderna” -,  e eu queria mesmo era perceber como, e se, o entenderam - e já agora, se mo podiam explicar, dizer o que concluíram. Porque há partes boas sim, muito boas, passagens extraordinárias, não nego, mas o melhor livro dela? Há partes que me são incompreensíveis (o problema é  meu certamente, também não o nego, não terei capacidades suficientes) e outras onde acho que se vai contradizendo ao longo do livro. Talvez seja propositado porque é a descrição duma epifania tão longa como uma viagem de várias fases, talvez se vá contradizendo, aprendendo, mudando de ideias... mas torna as coisas confusas e sem lógica ou fio condutor. E eu sem lógica sinto-me perdida, talvez. Há partes do livro em que dei comigo a pensar que ela estava numa trip só dela... e das duras.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

[foto via @cuddleupnow]

... para se aguentar as subidas de temperatura quando se chega a casa. 
Parece-me bem. 
Ser fresco assim ‘tá bem
Ehehe 
[imagem @taxcollection]

Parece-me que estamos assim... até a loiça derrete...

Bom dia!


quinta-feira, 2 de agosto de 2018


Facing reality is often hard to do when it seems happiness is gone
You've got to learn to hide your tears and tell your heart life must go on
You've got to learn to leave the table when love's no longer being served
To show everybody that you're able to leave without saying a word

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

[foto @hana_photographer11]

Tenho uma paz podre a enraizar-se-me no peito
E uma mão cheia de vivas ironias a morder-me as entranhas.
Respiro fundo como quem dá de beber ao poço 
Sento-me no sofá com os meus demónios 
Penso num chá a frio ou em cicuta a quente
Fico-me pelo vinho, tinto.
Oiço as sarcásticas gargalhadas dos dias
E o silêncio histérico das noites claras 
Bebo um trago de olhos fechados,
Como quem engole o destino que desconhece
Falta-me dar asas aos demónios, 
Falta-me uma sede que me beba,
E uma fome que me consuma.