segunda-feira, 4 de junho de 2018

Today's mood.

Estou a ponderar pôr o seguinte aviso na porta do meu escritório:
"Favor não incomodar, caso apareça sem ser esperado 
poderá ser recebido como não espera.
Aviso à navegação feito."

Será que resultaria?
Ou não entravam, ou se entrassem eu podia, qual panela de pressão, 
justificadamente, e avisadamente diga-se, 
libertar alguma pressão, parece-me uma jogada win-win, não?

... Ainda não me habituei às pessoas outra vez, é o que é... 
eu estava tão bem pah, parece que foi ontem... bom, e foi...

domingo, 3 de junho de 2018

...parecia uma criança numa loja de brinquedos, numa enorme loja de brinquedos... 
... como se me faltassem livros para ler, mas é um vício, ou alguma coisa parecida com vício, não sei. Sei que o único que não consegui mesmo mesmo resistir foi a Campânula de Vidro, o único que custou mais de dez euros. Os outros foram pechinchas de valor seguro, os autores pelo menos, assim o fazem crer. Javier Marias estou curiosa, foi um autor que ouvi falar a primeira vez aqui na blogosfera e depois li umas coisas sobre ele, já ofereci um livro dele ao meu pai e hoje comprei este -  por menos de metade do preço do que aquele que lhe ofereci, é que assim é difícil resistir, só vos digo. Agora falta-me ir buscar um à feira do livro, mas esta aqui do burgo, que encomendei a um amigo - o Papalagui. Depois tenho de me prometer não comprar mais livros para mim até ao fim do ano (gosto de oferecer livros, mas é um perigo, normalmente acabo sempre a comprar dois, o que ofereço e aquele que estive indecisa se devia oferecer ou não... assim leio os dois normalmente ;) ). Pronto, foi uma bela maneira de acabar estes dias que me souberam a ginjas...  até me deu mais ânimo para abandonar o meu Alentejo, parar a meio caminho para me abastecer de vidas enroladas em páginas. Foi uma espécie de batota, uma paragem num apeadeiro desejado, para depois já só faltar meio caminho para a realidade... pronto, eu sei, pareço uma miúda. Isto amanhã já passou, garanto-vos.

[ahhh e os dois livros que me sugeriram o Patife e o Paper em comentários aqui no Blog também já os arranjei, o Moderato Cantabile li-o nestes dias de férias,  o Fisico Prodigioso,  que não foi fácil de arranjar, ficará para depois, entretanto comecei outro...]

Às vezes uma pessoa demora muito tempo a ver e perceber as coisas mais simples. Sem complicar, sem teorizar demais, sem tentar justificar o que não tem outras justificações, senão a óbvia. O mais difícil de ver são as dolorosas verdades óbvias. Não há falta de tempo, ou trabalho a mais, ou obrigações demais, há falta de interesse e vontade de menos, de quase nada; ou não. O tempo dura demais nas mentiras, descansa nelas, às vezes adormece. Quando se acorda com a verdade, todo esse tempo como que nos é roubado, como se tivesse sido tão curto que parece não ter existido, porque não deixou nada...  mas não raras vezes percebemos depois o tanto que levou. Receamos não recuperar a crença, o sonho, a inocência.

sábado, 2 de junho de 2018





Terra cor de fogo
Incendeia-me o coração
pelos olhos,
Enterrado em ti
Como terra tua
Semeada de
Futuros estéreis

Despertador avistado e em fuga!!...
Agarrem-me senão eu tiro-lhe as pilhas!!!...
... ou as penas, sei lá... O que quer que funcione 
para ele deixar de funcionar, tão cedo pelo menos...

Bom dia!!




Caramba... como é que estaria se não estivessem nuvens?? A luz é tal que inunda o chão. E está menos frio que há bocado. Está-se bem aqui, às quatro da manhã, de pijama já , e enrolada numa manta, a ver esta luz almofadada espectacular e a fumar um cigarro. Depois de ver um filme e ter acabado um livro.
Depois de muito tempo na escuridão os olhos habituam-se, vê-se como ao raiar da manhã, torna-se confortável, doce até, íntima. Depois o que pode ferir é a luz.

Às vezes pergunto-me se não estivesse sozinha se gozaria assim estes dias. Qual seria a probabilidade de estar aqui neste preciso momento?

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O primeiro café do dia... é tão bom não haver horas, 
ou haver horas mas não haver horários, 
havendo tempo em vez de tudo isso.
Café...
com massagem ou sem massagem, eis a questão...
:))