
O resumo muito resumido do fim‑de‑semana.
... fartei-me de andar, apanhar sol, rir, dizer disparates, ouvir disparates de vários géneros (cheguei à conclusão que agora deve ser moda os desconhecidos pedirem beijos e acharem que se podem dar bem... e ainda me ri para dentro com isso)
... perdemos o primeiro concerto, tive bom feitio com'ócaraças, dancei e tive (outra vez) uma boa desculpa para comprar um livro.
... ainda pus o pé na areia e molhei os dedinhos, esplanei sem pressas, tal como comi sem horas marcadas... tudo ao sabor do momento, o que se viu viu-se o que não se viu ficou para ver doutra vez, mas tudo se fez sem correria, programa ou horário, só na espontaneidade e vontade do momento... e isso é coisa que me descansa o espírito, solta-me a disposição.
...Tirámos fotografias giras, conversámos tontices e debatemos coisas que surgiam na mistura de tudo, mandaram-me calar porque alguém estava farta de ouvir o debate...
...Gozaram comigo, recebi um telefonema a dizer que agora dou nós cegos a amigos dos meus amigos... lá me obrigaram a contar a história que não tem história... o que deu nos conselhos do costume: não podes fechar a porta, conhecer melhor alguém não faz mal nenhum, podem-te surpreender, etc etc... nem vale a pena tentar dizer que o moço não é moço para mim ou eu para ele. Cheguei. Acharam-me morena e eu achei-me bem disposta.
E é isto. Devia fazer isto mais vezes para espairecer a cabeça e soltar o riso ao sol. Faz-me bem, afasta-me a cabeça e a alma do que quero bem distante do meu presente e do meu por dentro. Não tivesse eu de fazer contas tantas vezes, e havendo boa companhia que alinhasse, e eu arrumava o tempo nos lugares certos, arranjava espaço para o futuro e encontrava no tempo um recanto para o coração sarar.




















































