quarta-feira, 14 de junho de 2017


O que eu gosto de ouvir isto... 
Ao fim da tarde dá o mood certo e amolece o cansaço, 
de manhã faz-nos sonhar pela noite e adocica a pele.
Adoro a sensação que me transmite...

Is it alright to breathe now?
Cause you keep taking my breath away 
with all these things you do and say
and I just wanted to ask
Is it alright to breathe now?
Is it alright for me to breathe now? 
Cause I can't hold it back much longer... 
And holding back the thought 
that you might actually be my eternity... 
I feel I'm asking myself really 
after all these things that we've been through
 and all the times you've hurt me 
and all the times I've hated you 
could it really be?
the thought of it as gotten me dizzy

terça-feira, 13 de junho de 2017



[foto de Patrice Forsans]


e a minha mão
desceu o teu rosto
num movimento
de coisa que parte

e tu disseste:
porque é que as mãos
dos que amámos
nos acenam vazias?

mas não
na minha mão
havia uma lágrima enorme
e azul
que tu
já não sabias ver


gil t. sousa


[foram tantas as vezes que a minha mão desceu o teu rosto, tantas quantas as vezes que o teu rosto partiu, indiferente à minha mão que chorava, vazia.]

segunda-feira, 12 de junho de 2017


... e se o meu mal não tiver nome? 
...se me naufragar em terra e de pé seco?
como peço socorro? há socorro?
...e se o meu mal for um náufrago da minha vida de que não me posso socorrer, ainda que tenha nome? 
...ainda que atravesse mares a nado por nada, 
... ainda que por mim tenha passado sem que nunca tenha por mim dado um passo...
...se nunca o chamar tenha sido sempre um instituto da minha vida,
 sobre que assento a ruína dos pilares que nada seguram mas tudo suportam, 
quem chamo?
Quem chamo se as janelas estão fechadas e as portas trancadas com a voz por dentro, 
e eu trago disfarçado nos pés um passeio alegre?





O resumo muito resumido do fim‑de‑semana.
... fartei-me de andar, apanhar sol, rir, dizer disparates, ouvir disparates de vários géneros (cheguei à conclusão que agora deve ser moda os desconhecidos pedirem beijos e acharem que se podem dar bem... e ainda me ri para dentro com isso)
... perdemos o primeiro concerto, tive bom feitio com'ócaraças,  dancei e tive (outra vez) uma boa desculpa para comprar um livro. 
... ainda pus o pé na areia e molhei os dedinhos, esplanei sem pressas, tal como comi sem horas marcadas... tudo ao sabor do momento, o que se viu viu-se o que não se viu ficou para ver doutra vez, mas tudo se fez sem correria, programa ou horário, só na espontaneidade e vontade do momento... e isso é coisa que me descansa o espírito, solta-me a disposição. 
...Tirámos fotografias giras, conversámos tontices e debatemos coisas que surgiam na mistura de tudo, mandaram-me calar porque alguém estava farta de ouvir o debate... 
...Gozaram comigo, recebi um telefonema a dizer que agora dou nós cegos a amigos dos meus amigos... lá me obrigaram a contar a história que não tem história... o que deu nos conselhos do costume: não podes fechar a porta, conhecer melhor alguém não faz mal nenhum, podem-te surpreender, etc etc... nem vale a pena tentar dizer que o moço não é moço para mim ou eu para ele. Cheguei. Acharam-me morena e eu achei-me bem disposta. 
E é isto. Devia fazer isto mais vezes para espairecer a cabeça e soltar o riso ao sol. Faz-me bem, afasta-me a cabeça e a alma do que quero bem distante do meu presente e do meu por dentro. Não tivesse eu de fazer contas tantas vezes, e havendo boa companhia que alinhasse, e eu arrumava o tempo nos lugares certos, arranjava espaço para o futuro e encontrava no tempo um recanto para o coração sarar.

sexta-feira, 9 de junho de 2017






Adoro a primeira destas músicas, mas detesto ouvi-la - daqueles paradoxos que a vida nos tece e ironiza. 
Há um anúncio de televisão que tem a música e eu sempre que a ouvia alternava entre um sorriso ácido nos lábios e o encolher do coração ao tamanho duma ervilha. Nenhuma das duas eu conseguia evitar, era uma reacção, um instinto, alguma coisa me ligava um botão que dava uma ou outra coisa. O que nunca me deixava era indiferente, a música puxava os cordelinhos da memória e eu respondia qual marioneta nas mãos duma qualquer crueldade requintada auto-inflingida e inconsciente... ressoam-me coisas... foi um concerto bom, muito bom, intimista, a que não fui nem fiz falta, como em tudo aliás. Quando pude ir ver e ouvir também não fui, iria estar demasiado presente onde nunca estive ou fui querida, recusei-me a ir e a bilheteira esgotar deu-me a desculpa ideal a quem perguntou se não queria ir... Não fui. Depois esta coincidência de passar a ouvir a música na publicidade, e eu ter esta mania estúpida de achar que o que custa recordar deve ser recordado à exaustão, até vencermos a dor pelo cansaço ou pela teimosia, recordar até não haver mais o que recordar ou a recordação de tanto escarafunchar a ferida ela simplesmente deixar de doer. Comprei há algum tempo o CD na net, e agora todos os dias o vou ouvindo a caminho do trabalho. Estas são as músicas que mais gosto. E aquela - a Nemesis -, talvez o nome tenha tudo a ver, talvez um dia possa haver uma justiça qualquer que equilibra tudo, que vinga tudo, em que todo o mal se transformará em bem e toda a dor e mágoa em felicidades que as apagarão, ou as tornarão apenas indiferentes à recordação. Essa será sempre a melhor vingança: o não precisarmos dela.

quinta-feira, 8 de junho de 2017


O tempo corre-me tão depressa como a este homem aqui sentado, sem saber que o tempo passa enquanto segura uma senha na mão à espera que chegue a sua vez (esperamos todos). Só o esperar já traz tempo dentro, mas ele não sente porque o tempo só conta se trouxer coisas dentro para guardar nos bolsos de dentro da alma. Quando dos dias nada resta para guardar não se sabem contá-los: pode ser uma semana, um ano, uma década (o que aconteceu no último ano?? não faço ideia...). Não há senha que nos dê vez. 
Eu com a senha numa mão, escrevo com a outra, mas espero enquanto entretenho as letras do tempo. Espero a minha vez.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

...stá!! 
ehehehhe
(as coisas de que se lembram bbbalhamedeusss!!)

[foto @pickledgoose]

Ando com a cabeça ocupada, parece que me fujo, que não me quero pensar. Tenho a sensação estranha de estar a viver a minha vida pelo lado de fora, quase uma espectadora, que vai desempenhando, mecanicamente e sem alma, sem por dentro, o papel a que assiste. Como se um qualquer botão, que liga o por dentro ao por fora, tivesse sido desligado. Como se me tivessem despido da minha pele.
Se sempre fui metade razão e números e outra metade alma e palavras - com todo o caos que esse equilíbrio desequilibrado em metades que pouco se tocam, e às vezes se repelem, traz -, agora há metade de mim que parece adormecida. O fiel da balança não hesita, como se tivesse sido esmagado pelo vazio duma metade. Digo adormecida porque espero que não morta, espero sem certezas, como todas as esperas se vestem.
Tenho pouco para dizer, e quero dizer pouco ou nada, mas falta-me essa magia das palavras em que se paira, mergulhando em mim como mãos que me vão buscar ao fundo da inexistência, ou desta existência regular, repetida e mecânica. Às vezes parece que estou longe de tudo - não distante, mas longe - como se a luz do dia me iluminasse, mas a visse apenas percorrendo um longo túnel, como se a visse cravar-se quente na pele, sem que a sinta por dentro. Entedio-me com quase tudo, não me apetece quase nada. Vou fazendo a manutenção dos alicerces que mantém a vida como quem respira sem saber, sem querer. Mergulho a atenção nas coisas como se o oxigénio me asfixiasse, e só submergindo pudesse continuar a respirar sem a dor de saber que não sinto o ar, que já não sinto. Às vezes, sem saber como ou porquê, num momento qualquer que suspende o tempo, emerjo e respiro fundo o peito cheio de ar, saem-me palavras sob pressão como quem se desenrodilha por jacto. É quase um instante, e logo me afundo outra vez. Esqueço-me que sequer precisei de ar, volto à mesmice sem sentido, onde o mundo é líquido e a pele se dissolve - nunca chego a perceber porque precisei de ar. Apago-me outra vez.
Ainda agora, quase me obriguei a abrir isto, a começar uma frase que sei que se a começo algo sempre se desenovela. A primeira frase é só a ponta do fio que puxa o resto. Não sei porque me obrigo, talvez para me lembrar que tenho de querer respirar e sentir, que não me quero deixar morrer adormecida, queria adormecer só quando morta, que não me quero só metade de mim, mesmo que às vezes ache que bastaria, tanto como o nada que me chegam as duas - afinal, por viver fica exactamente o mesmo... Tudo um esforço inglório roubado ao sono, tentando não deixar adormecer em mim a fina réstia de vida que me trazem as palavras que desenterro da alma e espalho como quem desenha a sua pele. Estes bocadinhos de noite são os únicos onde procuro estar comigo, onde as palavras cosem o por fora ao por dentro e me fazem pele, onde sou fronteira de mim mesma e me contenho, extravasando-me.

terça-feira, 6 de junho de 2017

[foto @_georgemayer]


Quando os olhos pousam as mãos virgens 

no seu primeiro arco-íris de vida 

acordam cores que nunca sentimos.



(abraçar com as mãos o rosto de quem se ama é uma viagem assim, 
poder enche-lo de beijos é o tesouro no fim do arco-íris - aquele que dizem que não existe.)

... há dias em que acredito que sim, em que respiro recomeços sem regressos, 
que talvez venha a ter tudo, outra vez, mas doutra forma,
 diferente mas boa e com outro fim... ou melhor ainda sem fim.
...nos outros acredito que sou só parva nos dias em que acredito.
...entre uns e outros vou sendo eu todos os dias, entre mim e eu.


não me fales mais
dessa solidão de papel

eu ainda tenho a sede das oliveiras
a paciente sede
dos rios que nunca chegam
dos rios avistados
que não se podem tocar

eu ainda tenho a dor da terra queimada
a fortíssima dor
das chuvas que não voltam
das raízes que morrem
sem poder gritar

o teu nada
é só mais um perfume!

e eu
eu tenho sangue na voz
tenho no peito o grito do lobo
a imensa tristeza de uma lua
que o céu não quis

gil t. sousa

[a minha solidão não é de papel, como eu não sou de papel, sou de pele aquecida de sangue quente, que esquenta e ferve, esse sangue que me mata e asfixia porque corre e corre por ordem do coração - esse lobo solitário que em noites de luar uíva a tristeza de que não se desprende, do sangue que esquenta, ferve, mas não estanca. quando estancar morreste. morreste-me, e não sei se me morrerei também, não sei o que de mim sobreviverá. o que restará sem ponta de sangue, de calor, de luar? Eu não serei de certeza, será alguém que te acena um cumprimento, mas não te reconhece. Um fantasma apenas. Uma lua de papel.]

(e tornou-se verdade o que escrevi numa outra vida " alguém que te acena um cumprimento, mas não te reconhece". do papel da lua não sei, parece-me apenas um papagaio da lua que me banhava corpo e alma de vida, lembra-me sempre certos fantasmas que se esqueceram de crescer)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

[foto @moniblanco]

A realidade tem a mania de mudar sem nunca nada ter mudado, como uma luz que deixa de iluminar, deixando os olhos cegos para tudo o que permanece igual, assim como o seu contrário - quando a luz incide sobre o que estava oculto sob o manto da escuridão. Tudo permanece igual, só nós vemos diferente. E se às vezes a escuridão traz o medo pela mão, outras é a luz que nos faz temer. O conforto é sempre uma ilusão de ausência de confronto com o que não esperamos. 
Escrevo isto e percebo que ganhei medos por um dia se terem iluminado partes de mim que não conhecia, não o poderia esperar, para depois se terem de conformar com uma nova escuridão: esquecermos o que fomos, o que tivemos, o que sonhámos, até aquele dia em que despertámos. Nesse dia acordamos a perguntarmo-nos se sempre fomos assim e não sabíamos, ou se só somos assim pela luz de alguém que nos ilumina e nos dá sentido. Mas se for assim, então como podemos nós perder uma parte de nós que não é nossa? Que nunca foi? Como é que nos falta uma parte de nós que nunca fomos nós? Que é território estranho a que se chega só por alguém que é ponte para uma margem de nós.
Continuo a ter perguntas que só se vergam ao cansaço, aos vários cansaços que me vestem e isolam a pele, acumulo-os como se acumulam os anos no olhar, na desesperança no sorriso, na solidão dos dias. É curioso como no fim de contas é o cansaço que me salva de mim. De tudo o que já não sou.
Eu já fui outra e não mudei, apenas me apagaram a luz.
[foto @kat_in_nyc]

E se o tecto for feito de nuvens 
vamos subir ao telhado descalços 
e enfeitar o cabelo com grinaldas de chuva 
que escorrem sonhos de azul 
pela pele arrepiada de sorrisos beijados. 

(As nuvens a salpicar o azul do caminho fazem-me chover palavras nas mãos. às vezes temos de parar o dia para sentirmos - como agora tive de parar para escrever esta frase que me fez cócegas - e é nessa altura que o tempo avança, que o tempo não faz tempo, de resto são só ponteiros a rodar em falso, a darem horas mas a tirarem tempo. 
É quando o tempo pára que o tempo verdadeiramente conta, ainda que não o sintamos passar. É nos instantes em que ficamos suspensos no tempo que o momento cristaliza, eterniza-se. O tempo é uma qualquer variável paralela à vida que nos acontece dentro, os pontos de tangência são esses.)

domingo, 4 de junho de 2017


Miguel de Carvalho, in Neste estabelecimento não há lugares sentados

Duas páginas seguidas que me deixam presa no meio delas, a pairar entre as respostas para as ausências e o silêncio como cartografia de lugares imaginários que se revelam ponto de fuga para desencontros inconfessadamente desejados.

... e hoje acordei assim. 
Quer dizer acordei com esta vontade, ninguém me fez o pequeno-almoço, o que é pena,  porque - bolas!! - eu até merecia... mas pronto, tenho a minha varanda, uma brisa meia rebelde, cereais com iogurte (adoro e só descobri há pouco tempo), ovos mexidos e torradas, uma salada e morangos. Depois duma bela noitada nada como o dia a começar assim. Melhor só mesmo que me fizessem o pequeno-almoço/almoço, mo levassem à cama e ajudassem a comer. E nem precisam de acrescentar flores, como parte do quadro matinal, só beijos. Isso é que era!
[há qualquer coisa de promessa num dia que me começa assim, mesmo que não seja... acho que era isso que eu queria dizer]
Bom dia!

sábado, 3 de junho de 2017


[foto @_georgemayer]


Mulheres que se vestem de sombras 
para melhor se despirem.
Gosto.


O tempo corre tão veloz como a força da luz de um holofote que deixa na memória, a contraluz, intacto, o perfil perfeito e nítido, da felicidade apenas sonhada. A luz contorna-a tão perfeitamente que as arestas mais cruas de escuridão poderiam cortar a solidão. Mas se é sonhada, imaginada, irreal, como enfrenta o tempo e vence? Ou será por isso? O tempo não é a peneira da realidade? Ou é só peneirento de manias?
O tempo corre, mas contorna a memória, e só me dizem que a esbate e cura tudo.
Quero trocar o meu, a quem me queixo?

quinta-feira, 1 de junho de 2017


porque a loucura

deve ser rasgada por dentro

com as mãos cravadas numa ponte

acesa ao abismo



gil t. sousa

[... e não são todas as pontes por explorar um abismo? Um desconhecido da outra margem?... Uma loucura, ou um sonho, a rasgar por dentro, com medo mas com vontade? Se por dentro a vontade não ganha, o medo não perde - se ganha dizem que é loucura, se perde a vida não muda.
Loucura, o rasgar e ir.
Não ser feliz e não tentar rasgar o desconhecido, abri-lo com as próprias mãos, não será a loucura mais perigosa? Na outra margem do abismo pode estar o que queremos, se nesta, onde estamos, não estiver. Aqui, onde estou, não está.]


[foto @deinha_natali]

"O mundo há-de ser aquilo que se vê daquela janela para fora."

Tenho o péssimo hábito de anotar no telemóvel as palavras que o movimento do carro, das paisagens, das pessoas nos carros por que passamos, da música que nos vai brincando nos ouvidos e no corpo, me traz. É péssimo porque é perigoso, claro está, e é péssimo porque muitas vezes com o corrector automático em acção, chego ao fim da viagem e quando vou tentar ler o que escrevi, perdi metade, porque a atenção estava obrigatoriamente mais no caminho que no andar escrito das palavras. 
Li o post do Impontual antes de arrancar mas aquela ultima frase ficou-me a fazer cócegas ( ou qualquer coisa do género, cócegas não, senão não dava para conduzir ou o que fosse, não me podem fazer cócegas que me desarticulo completamente). Quando cheguei aqui o que consegui recuperar, ou o que resta dos gatafunhos do corrector foi :

O mundo é o que está da janela para fora, visto pelo que temos da janela para dentro. Por isso há tantas realidades para os mesmos factos e tantas janelas para o mesmo mundo, que nunca é o mesmo para cada um. Talvez gostemos, ou não, das pessoas pelo mundo que vêem, que nos apresentam, que nos mostram, visto da sua janela. 
Talvez nos apaixonemos por paisagens.


E agora fiquei a pensar que há coisas estranhas que me podiam parecer coisas que na verdade não podem ser, que não haveria maneira de poderem ser, nem lógica, nem razão, mas fica-me uma sensação estranha, como em tanta coisa fica mas que não é nada, que depois passa e leva a estranheza na correnteza dos dias. Aprendi a não querer pensar nelas, ou ando a aprender. Porque não são estranhas, estranha sou em estranhá-las, por de repente me lembrarem outras que já morreram, mas que, mais vezes que gostaria, me surpreendem em saudades do que sei que nunca existiu. Do que existiu mesmo -  da realidade que se me cravou na pele até à alma -, não tenho saudades. Talvez tenha saudades do sonho e de o sonhar, como de uma droga que nos mata mas nos extasia de vida, que sabemos sugar-nos em dobro do que dá.
Hoje o cansaço e as chatices vergaram-me, nem a varanda me puxa, e o cigarro já me mora nas mãos enquanto a bicha me habita os pés, como todas as noites enquanto me sento aqui. Talvez o dia, tão acelerado e amargo, me tenha levado as palavras, ou talvez eu fuja delas por comodismo, não sei. Sei que quero dormir e com o fechar dos olhos desligar do dia, de mim, de tudo o que não chega a ser nada. E depois percebo que tudo é nada, todos os dias.