quinta-feira, 8 de junho de 2017


O tempo corre-me tão depressa como a este homem aqui sentado, sem saber que o tempo passa enquanto segura uma senha na mão à espera que chegue a sua vez (esperamos todos). Só o esperar já traz tempo dentro, mas ele não sente porque o tempo só conta se trouxer coisas dentro para guardar nos bolsos de dentro da alma. Quando dos dias nada resta para guardar não se sabem contá-los: pode ser uma semana, um ano, uma década (o que aconteceu no último ano?? não faço ideia...). Não há senha que nos dê vez. 
Eu com a senha numa mão, escrevo com a outra, mas espero enquanto entretenho as letras do tempo. Espero a minha vez.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

...stá!! 
ehehehhe
(as coisas de que se lembram bbbalhamedeusss!!)

[foto @pickledgoose]

Ando com a cabeça ocupada, parece que me fujo, que não me quero pensar. Tenho a sensação estranha de estar a viver a minha vida pelo lado de fora, quase uma espectadora, que vai desempenhando, mecanicamente e sem alma, sem por dentro, o papel a que assiste. Como se um qualquer botão, que liga o por dentro ao por fora, tivesse sido desligado. Como se me tivessem despido da minha pele.
Se sempre fui metade razão e números e outra metade alma e palavras - com todo o caos que esse equilíbrio desequilibrado em metades que pouco se tocam, e às vezes se repelem, traz -, agora há metade de mim que parece adormecida. O fiel da balança não hesita, como se tivesse sido esmagado pelo vazio duma metade. Digo adormecida porque espero que não morta, espero sem certezas, como todas as esperas se vestem.
Tenho pouco para dizer, e quero dizer pouco ou nada, mas falta-me essa magia das palavras em que se paira, mergulhando em mim como mãos que me vão buscar ao fundo da inexistência, ou desta existência regular, repetida e mecânica. Às vezes parece que estou longe de tudo - não distante, mas longe - como se a luz do dia me iluminasse, mas a visse apenas percorrendo um longo túnel, como se a visse cravar-se quente na pele, sem que a sinta por dentro. Entedio-me com quase tudo, não me apetece quase nada. Vou fazendo a manutenção dos alicerces que mantém a vida como quem respira sem saber, sem querer. Mergulho a atenção nas coisas como se o oxigénio me asfixiasse, e só submergindo pudesse continuar a respirar sem a dor de saber que não sinto o ar, que já não sinto. Às vezes, sem saber como ou porquê, num momento qualquer que suspende o tempo, emerjo e respiro fundo o peito cheio de ar, saem-me palavras sob pressão como quem se desenrodilha por jacto. É quase um instante, e logo me afundo outra vez. Esqueço-me que sequer precisei de ar, volto à mesmice sem sentido, onde o mundo é líquido e a pele se dissolve - nunca chego a perceber porque precisei de ar. Apago-me outra vez.
Ainda agora, quase me obriguei a abrir isto, a começar uma frase que sei que se a começo algo sempre se desenovela. A primeira frase é só a ponta do fio que puxa o resto. Não sei porque me obrigo, talvez para me lembrar que tenho de querer respirar e sentir, que não me quero deixar morrer adormecida, queria adormecer só quando morta, que não me quero só metade de mim, mesmo que às vezes ache que bastaria, tanto como o nada que me chegam as duas - afinal, por viver fica exactamente o mesmo... Tudo um esforço inglório roubado ao sono, tentando não deixar adormecer em mim a fina réstia de vida que me trazem as palavras que desenterro da alma e espalho como quem desenha a sua pele. Estes bocadinhos de noite são os únicos onde procuro estar comigo, onde as palavras cosem o por fora ao por dentro e me fazem pele, onde sou fronteira de mim mesma e me contenho, extravasando-me.

terça-feira, 6 de junho de 2017

[foto @_georgemayer]


Quando os olhos pousam as mãos virgens 

no seu primeiro arco-íris de vida 

acordam cores que nunca sentimos.



(abraçar com as mãos o rosto de quem se ama é uma viagem assim, 
poder enche-lo de beijos é o tesouro no fim do arco-íris - aquele que dizem que não existe.)

... há dias em que acredito que sim, em que respiro recomeços sem regressos, 
que talvez venha a ter tudo, outra vez, mas doutra forma,
 diferente mas boa e com outro fim... ou melhor ainda sem fim.
...nos outros acredito que sou só parva nos dias em que acredito.
...entre uns e outros vou sendo eu todos os dias, entre mim e eu.


não me fales mais
dessa solidão de papel

eu ainda tenho a sede das oliveiras
a paciente sede
dos rios que nunca chegam
dos rios avistados
que não se podem tocar

eu ainda tenho a dor da terra queimada
a fortíssima dor
das chuvas que não voltam
das raízes que morrem
sem poder gritar

o teu nada
é só mais um perfume!

e eu
eu tenho sangue na voz
tenho no peito o grito do lobo
a imensa tristeza de uma lua
que o céu não quis

gil t. sousa

[a minha solidão não é de papel, como eu não sou de papel, sou de pele aquecida de sangue quente, que esquenta e ferve, esse sangue que me mata e asfixia porque corre e corre por ordem do coração - esse lobo solitário que em noites de luar uíva a tristeza de que não se desprende, do sangue que esquenta, ferve, mas não estanca. quando estancar morreste. morreste-me, e não sei se me morrerei também, não sei o que de mim sobreviverá. o que restará sem ponta de sangue, de calor, de luar? Eu não serei de certeza, será alguém que te acena um cumprimento, mas não te reconhece. Um fantasma apenas. Uma lua de papel.]

(e tornou-se verdade o que escrevi numa outra vida " alguém que te acena um cumprimento, mas não te reconhece". do papel da lua não sei, parece-me apenas um papagaio da lua que me banhava corpo e alma de vida, lembra-me sempre certos fantasmas que se esqueceram de crescer)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

[foto @moniblanco]

A realidade tem a mania de mudar sem nunca nada ter mudado, como uma luz que deixa de iluminar, deixando os olhos cegos para tudo o que permanece igual, assim como o seu contrário - quando a luz incide sobre o que estava oculto sob o manto da escuridão. Tudo permanece igual, só nós vemos diferente. E se às vezes a escuridão traz o medo pela mão, outras é a luz que nos faz temer. O conforto é sempre uma ilusão de ausência de confronto com o que não esperamos. 
Escrevo isto e percebo que ganhei medos por um dia se terem iluminado partes de mim que não conhecia, não o poderia esperar, para depois se terem de conformar com uma nova escuridão: esquecermos o que fomos, o que tivemos, o que sonhámos, até aquele dia em que despertámos. Nesse dia acordamos a perguntarmo-nos se sempre fomos assim e não sabíamos, ou se só somos assim pela luz de alguém que nos ilumina e nos dá sentido. Mas se for assim, então como podemos nós perder uma parte de nós que não é nossa? Que nunca foi? Como é que nos falta uma parte de nós que nunca fomos nós? Que é território estranho a que se chega só por alguém que é ponte para uma margem de nós.
Continuo a ter perguntas que só se vergam ao cansaço, aos vários cansaços que me vestem e isolam a pele, acumulo-os como se acumulam os anos no olhar, na desesperança no sorriso, na solidão dos dias. É curioso como no fim de contas é o cansaço que me salva de mim. De tudo o que já não sou.
Eu já fui outra e não mudei, apenas me apagaram a luz.
[foto @kat_in_nyc]

E se o tecto for feito de nuvens 
vamos subir ao telhado descalços 
e enfeitar o cabelo com grinaldas de chuva 
que escorrem sonhos de azul 
pela pele arrepiada de sorrisos beijados. 

(As nuvens a salpicar o azul do caminho fazem-me chover palavras nas mãos. às vezes temos de parar o dia para sentirmos - como agora tive de parar para escrever esta frase que me fez cócegas - e é nessa altura que o tempo avança, que o tempo não faz tempo, de resto são só ponteiros a rodar em falso, a darem horas mas a tirarem tempo. 
É quando o tempo pára que o tempo verdadeiramente conta, ainda que não o sintamos passar. É nos instantes em que ficamos suspensos no tempo que o momento cristaliza, eterniza-se. O tempo é uma qualquer variável paralela à vida que nos acontece dentro, os pontos de tangência são esses.)

domingo, 4 de junho de 2017


Miguel de Carvalho, in Neste estabelecimento não há lugares sentados

Duas páginas seguidas que me deixam presa no meio delas, a pairar entre as respostas para as ausências e o silêncio como cartografia de lugares imaginários que se revelam ponto de fuga para desencontros inconfessadamente desejados.

... e hoje acordei assim. 
Quer dizer acordei com esta vontade, ninguém me fez o pequeno-almoço, o que é pena,  porque - bolas!! - eu até merecia... mas pronto, tenho a minha varanda, uma brisa meia rebelde, cereais com iogurte (adoro e só descobri há pouco tempo), ovos mexidos e torradas, uma salada e morangos. Depois duma bela noitada nada como o dia a começar assim. Melhor só mesmo que me fizessem o pequeno-almoço/almoço, mo levassem à cama e ajudassem a comer. E nem precisam de acrescentar flores, como parte do quadro matinal, só beijos. Isso é que era!
[há qualquer coisa de promessa num dia que me começa assim, mesmo que não seja... acho que era isso que eu queria dizer]
Bom dia!

sábado, 3 de junho de 2017


[foto @_georgemayer]


Mulheres que se vestem de sombras 
para melhor se despirem.
Gosto.


O tempo corre tão veloz como a força da luz de um holofote que deixa na memória, a contraluz, intacto, o perfil perfeito e nítido, da felicidade apenas sonhada. A luz contorna-a tão perfeitamente que as arestas mais cruas de escuridão poderiam cortar a solidão. Mas se é sonhada, imaginada, irreal, como enfrenta o tempo e vence? Ou será por isso? O tempo não é a peneira da realidade? Ou é só peneirento de manias?
O tempo corre, mas contorna a memória, e só me dizem que a esbate e cura tudo.
Quero trocar o meu, a quem me queixo?

quinta-feira, 1 de junho de 2017


porque a loucura

deve ser rasgada por dentro

com as mãos cravadas numa ponte

acesa ao abismo



gil t. sousa

[... e não são todas as pontes por explorar um abismo? Um desconhecido da outra margem?... Uma loucura, ou um sonho, a rasgar por dentro, com medo mas com vontade? Se por dentro a vontade não ganha, o medo não perde - se ganha dizem que é loucura, se perde a vida não muda.
Loucura, o rasgar e ir.
Não ser feliz e não tentar rasgar o desconhecido, abri-lo com as próprias mãos, não será a loucura mais perigosa? Na outra margem do abismo pode estar o que queremos, se nesta, onde estamos, não estiver. Aqui, onde estou, não está.]


[foto @deinha_natali]

"O mundo há-de ser aquilo que se vê daquela janela para fora."

Tenho o péssimo hábito de anotar no telemóvel as palavras que o movimento do carro, das paisagens, das pessoas nos carros por que passamos, da música que nos vai brincando nos ouvidos e no corpo, me traz. É péssimo porque é perigoso, claro está, e é péssimo porque muitas vezes com o corrector automático em acção, chego ao fim da viagem e quando vou tentar ler o que escrevi, perdi metade, porque a atenção estava obrigatoriamente mais no caminho que no andar escrito das palavras. 
Li o post do Impontual antes de arrancar mas aquela ultima frase ficou-me a fazer cócegas ( ou qualquer coisa do género, cócegas não, senão não dava para conduzir ou o que fosse, não me podem fazer cócegas que me desarticulo completamente). Quando cheguei aqui o que consegui recuperar, ou o que resta dos gatafunhos do corrector foi :

O mundo é o que está da janela para fora, visto pelo que temos da janela para dentro. Por isso há tantas realidades para os mesmos factos e tantas janelas para o mesmo mundo, que nunca é o mesmo para cada um. Talvez gostemos, ou não, das pessoas pelo mundo que vêem, que nos apresentam, que nos mostram, visto da sua janela. 
Talvez nos apaixonemos por paisagens.


E agora fiquei a pensar que há coisas estranhas que me podiam parecer coisas que na verdade não podem ser, que não haveria maneira de poderem ser, nem lógica, nem razão, mas fica-me uma sensação estranha, como em tanta coisa fica mas que não é nada, que depois passa e leva a estranheza na correnteza dos dias. Aprendi a não querer pensar nelas, ou ando a aprender. Porque não são estranhas, estranha sou em estranhá-las, por de repente me lembrarem outras que já morreram, mas que, mais vezes que gostaria, me surpreendem em saudades do que sei que nunca existiu. Do que existiu mesmo -  da realidade que se me cravou na pele até à alma -, não tenho saudades. Talvez tenha saudades do sonho e de o sonhar, como de uma droga que nos mata mas nos extasia de vida, que sabemos sugar-nos em dobro do que dá.
Hoje o cansaço e as chatices vergaram-me, nem a varanda me puxa, e o cigarro já me mora nas mãos enquanto a bicha me habita os pés, como todas as noites enquanto me sento aqui. Talvez o dia, tão acelerado e amargo, me tenha levado as palavras, ou talvez eu fuja delas por comodismo, não sei. Sei que quero dormir e com o fechar dos olhos desligar do dia, de mim, de tudo o que não chega a ser nada. E depois percebo que tudo é nada, todos os dias.

quarta-feira, 31 de maio de 2017


Estou capaz de matar alguém só com o mau feitio com que me deixaram... irra que raio de dia mais custoso, o telefone não pára de choramingar problemas e desgraças. 
Acho que a bem da paz social da empresa devia pôr esta foto na porta do meu escritório... pelo menos não poderiam dizer que não foram avisados...
( estou precisada dum por-do-sol tranquilizante e reparador, ou isso ou uma vacina contra a raiva... vá-se lá saber...)

terça-feira, 30 de maio de 2017

"Sagitariano é assim
Um desastrado apaixonado
De coração doce
Mas grito forte

De alma sincera
Mas é uma fera
se lhe provocam

Ama de verdade
Se entrega sem regras
Para o amigo fazer sorrir

No seu coração a mágoa
Não faz casa…
Briga fácil,
Perdoa mais fácil ainda

Às vezes, ele é insano
Outras vezes, todo zen
Tenha um sagitariano por perto
E verás a alegria que a vida tem."
( daqui )

[não sei se isto é tudo verdade, mas eu não me importava que fosse. encaixa muita coisa em mim, ou eu parece-me que sim, mas melhor diriam os outros acerca disso... Uma coisa é certa, não me importo de ser desta tribo. gosto desta gente...]
... a lembrar-me as relações que não quero ter. Até dão para fazer piadas mas que os próprios não acham graça nenhuma, nem às piadas, nem um ao outro... mas pronto é o que se arranja e assim se ficam.
Prefiro andar a pé...

Bom dia!


[foto @leokrumbacher]

Nem sempre o sossego vem com o cansaço, há dias em que vem desta brisa da noite, deste enrolar as palavras e as pernas em mantas debaixo dum céu almofadado de nuvens, como este. Quando já sucumbimos ao cansaço e os ossos parecem feitos de espuma enquanto os ombros parecem amarrados ao pescoço por ferros, os sons da rua parecem um marejar distante num mar despido de lua. O espírito vagueia com a brisa e, distraído, nem tirita de frio, ou então é a manta que o distrai. Ao frio. Finalmente há uma certa paz que acomoda o silêncio, e as palavras saem da tímida escuridão em conversa de fazer conversa e tempo, porque tudo isto faz parte do ritual de chamar o sono, de embrulhar as mãos para esquecer o tempo que sopra o hoje e o amanhã. Encher as mãos de pequenos nadas para não nos lembrarmos que não há nada a esquecer e não nos esquecermos que a memória é uma promíscua que se vende fácil ao primeiro sonho.
Recosto-me neste cadeirão, já usado em lides mais despertas, e fecho os olhos como quem ouve música, e oiço a brisa passar como as vidas que não são minhas. Algumas arrefecem-me, outras nem me tocam. Às vezes parece que nem a minha toco ou me toca, e se esquece que me tocou, naquele tempo que mar e rio tinham prata de luar na pele. Depois lembro-me que não há nada para esquecer. Não há nada. E o melhor para olhar o nada é fumar um cigarro, o último do dia, no pensamento vazio do amanhã, o farol do sono que me naufragará.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

[foto de Lucile Fergesson  (@spirit_capture)]

"Espero curarme de ti en unos días. Debo dejar de fumarte, de beberte, de pensarte. Es posible. Siguiendo las prescripciones de la moral en turno. Me receto tiempo, abstinencia, soledad.

¿Te parece bien que te quiera nada más una semana? No es mucho, ni es poco, es bastante. En una semana se puede reunir todas las palabras de amor que se han pronunciado sobre la tierra y se les puede prender fuego. Te voy a calentar con esa hoguera del amor quemado. Y también el silencio. Porque las mejores palabras del amor están entre dos gentes que no se dicen nada.

Hay que quemar también ese otro lenguaje lateral y subversivo del que ama. (Tú sabes cómo te digo que te quiero cuando digo: «qué calor hace», «dame agua», «¿sabes manejar?», «se hizo de noche»... Entre las gentes, a un lado de tus gentes y las mías, te he dicho «ya es tarde», y tú sabías que decía «te quiero»).

Una semana más para reunir todo el amor del tiempo. Para dártelo. Para que hagas con él lo que quieras: guardarlo, acariciarlo, tirarlo a la basura. No sirve, es cierto. Sólo quiero una semana para entender las cosas. Porque esto es muy parecido a estar saliendo de un manicomio para entrar a un panteón."

Jaime Sabines - Yuria


Receito-me saudade, abstinência, tempo - três coisas que não quero, três coisas que soçobram onde só eu sobro, eu e a fogueira ateada pelas palavras que ficaram por queimar os lábios em beijos que não te disse, nem de tudo o que te disse nos interstícios suaves das palavras banais - como aquele "olá" que rompia o correr do tempo, que recomeçava tudo como se nunca tivesse sido interrompido. Como se connosco o tempo não tivesse saltos de ausência, porque até a ausência, de tão presente, era sermos juntos. Ou era eu ser. E talvez esse tenha sido o problema - eu ser e só eu ser, eram dois problemas, afinal. 
Uma semana. 
Uma semana, prescreve esta receita, talvez seja tempo a mais para esquecer-te se nunca exististe meu, se nunca te habitei a camada profunda do ser que a pele esconde e revela quando é amor.. Mas não, é tempo que não te darei mais. Sim, talvez seja a receita para sair do manicómio ou para melhor o manicómio me habitar, não sei. 
Dá-me uma semana e dir-te-ei. Com silêncio - como todas as tuas respostas - porque numa semana curo-me de ti, de nós e já nem sei que perguntas, que pergunto.
Eu, que já nem pergunto nada, doida de interrogações.