Está um frio de rachar, acordei com dor de cabeça, levanto-a a custo mas à força da obrigação. Levo a criança, cada vez menos criança, à escola. Paro o carro à porta, vejo alguns blogs em atraso, desisto, rendo-me ao frio. Subo as escadas com os dedos revestidos do branco enregelado do ar, a sonharem vestir uma chávena cheirosa de café quente para derreterem o frio. Faço-lhes a vontade. Procuro palavras que aqueçam, vem-me esta à ideia: aconchego - o melhor antídoto de dias frios e de vida entusiasmada de desânimo. Aconchego de um sorriso quente, aconchego duma gargalhada que abraça, aconchego da ternura num beijo puro, aconchego em palavras doces. Não tenho, só tenho um conjunto de letras que diz o que eu gostaria de ter, brinco com elas e fico-me pelo café, pelo frio derretido nos dedos que escorrem da alma, não vale a pena murmurar palavras que não sabem o caminho até mim... Sorrisos, gargalhadas com braços, beijos, palavras doces.
Aconchego...nem tudo o que me vem à ideia me chega à boca...
Bom dia




















