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sábado, 10 de agosto de 2019

Gosto de sítios onde posso deixar as portas abertas, para onde o olhar pode  fugir. Em que a luz entra, os sons passeiam-se pelos cantos do silêncio, onde estamos dentro sem deixar de estar fora,  em que há uma sensação de parte de nós estar na brisa que passa. E que nada mais passa que não seja dali. Tudo pertence, nós pertencemos. Não há gente, não há vozes que nos sejam estranhas. Há uma vida só nossa, ou parece, onde o tempo nos brinca nos dedos, ora os paralisa ora desenham coisas indizíveis no ar, ou na pele, ou só em sonhos. 
As portas só se fecham à noite por causa das melgas assassinas, ou quando não há alma em casa. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Habituava-me a isto...
Sossego, sol, pequeno almoço ao ar livre (podiam era levar as abelhas que são ligeiramente chatas) e com coisinhas boas, é só desembrulhar e tirar do cesto: compotas, sumo, croissants dos bons, dos que comprei durante muito tempo lá para casa (lembro-me agora que há muito não compro, e penso isto sem mais, não há dores reflexas aqui e percebo isso...)... 
... mas o que eu precisava durante muito tempo era disto... ahhhh precisava.
Ontem até encontrei o monte perfeito para comprar... num ponto mais alto, perto e com vista para a água, e com ruínas para reconstruir, longe da estrada o problema seriam acessos, electricidade e saneamento, mas nada impossível... a não ser o seu grande defeito.... já estava comprado por quem não vende... enfim as vezes as coisas são perfeitas mas só à primeira (ou segunda, vá) vista...

Bom dia!

terça-feira, 6 de agosto de 2019

... das decisões difíceis...
Aiiii que a vida é tão difícil 
quando se tem de tomar decisões... 

Bom dia!

quinta-feira, 25 de julho de 2019


Uma pessoa que gosto muito deu-me isto há uns dias.
Disse que era para eu trazer para o meu escritório novo.
Para saber para onde quero ir, para me dar alento.
O meu monte no Alentejo, diz-me.

...e agora parece que começa a ser de muita gente, 
deu para estar na moda aparecer em todas as capas de revista...
 não há direito... 

mas eu olho para o quadro que me deram
 e apetece-me. ainda. a paz, 
a tranquilidade em tons de dourado sobre a terra. 
Disse-o, e quando me questionaram sobre esse gosto, face à presença de tal quadro no escritório:
“ e consegue? Com essa dinâmica toda?? Que lhe faz?  Nahhh não acredito”...
 (eu devo enganar muito à primeira vista, esta gente não sabe o que diz) 
... danadinha para isso ando eu. nem sabem...só mais uns anos. 
só mais uns anos, e penduro-o no meu futuro novo escritório: 
um alpendre :)) com vistas sem telhados até ao horizonte.

Alguns sonhos ainda tenho. :)

sábado, 20 de julho de 2019

Dia disto, ou manhã tardia, vá.
Há que lembrarmo-nos de, de vez em quando, tratarmos de nos tratar bem. 
Numa manhã de fim de semana, com o ritmo dos dias lentos que descansam o tempo.
Coisas de gajas, portanto. 
Nem a cadela se safou... :)))

[ahhh... e nem faltou a banda sonora de ontem, que agora já posso deixar aqui... a música é fixe, faz-nos mexer (paradoxalmente se calhar), até ela gostou, e não costuma ser fácil gostar das músicas que gosto e lhe mostro... a miúda tem a mania que sabe do que gosta, e não é tímida em dizê-lo... mesmo quando tem mau gosto.... ]


sábado, 1 de junho de 2019

Das coisas que mais gosto na minha casa é ter um pôr-do-sol só dela, só nosso. Não, não é a fita de cor a deitar-se sobre o horizonte, não é a paisagem que todos da zona verão a mesma, é como tudo isso nos invade o olhar de fim de tarde ao som do chilrear que corre os céus dum lado para o outro e deixa a cadela maluca, é a delicadeza de como as cores entram em casa sem licença e se colam às paredes da sala como se fossem de cá. Como se finalmente chegassem a casa, e então pudessem descansar do dia, fechando devagar os olhos.
Das coisas que mais gosto na minha casa é ela saber coisas só minhas. Ter maluquices só nossas.

...já que é selfie,
que seja com estilo...
;))))
Bom dia!!

[uma selfie de bom dia destas podia ter a sua piada...
... e a piada obviamente não está na selfie, mas em poder mandá-la...
e na certeza que o dia iria ser bom ;)) ]

domingo, 26 de maio de 2019

[foto @zynp]

Só me apetece ronha, na cama invadida de sol, de vários sóis - ou nas palettes na minha varanda que servem ainda melhor para o efeito nestes dias que correm, cheios de sol e brisa que aquece os arrepiados sentidos da pele -, apetece-me tempo para acabar de ler a Agustina, e uma gargalhada para rimar com a minha quando partilho algumas expressões do norte que o livro serve a frio e dá-me  largos risos a quente (há dias tive de fechar o livro a rir-me, depois de ler a pérola de descrição duma criatura que melhor se resume por apenas “caga baixinho” - é do melhor, fartei-me de rir... daqueles que têm a mania, mas depois, depois, a altura a que estão do chão diz tudo e resume-os bem...) e pensamentos semeados, como quem lança descuidados segredos de sabedoria, pequenas eternidades, que temos de deixar poisar vagarosamente como as sombras do dia anoitecendo.
Hoje devia trabalhar, tenho coisas para fazer. Não me apetece. E agora?

sábado, 25 de maio de 2019



Estou cá desconfiada - já com um elevado grau de confiança, diga-se - que a minha cadela, já parte dos meus dias e noites, da casa, da família, não pele da minha pele, mas pelo de toda a minha roupa, que a moça anda a largar pelo que não é brincadeira, mas dizia eu, este bicho enganou-se na casa, só pode... parece que tem alergia a massa!! Cá em casa!!... como é possível?... Deve ser alérgica a glúten: além de moderna a bicha é fina, lá do alto do seu aristocrático porte atlético de caçadora. E dito isto, assim de repente parece-me, que por este lado até era bom dizer que afinal não se enganou na casa, que há qualquer coisa de pedigree que me agrada... hummm vou repensar o assunto...

(ainda que daqui ela já não arrede pé, claro, já é parte da família, duma ramificação com mais um par de patas e bastante mais pêlo ;) e só ligeiramente sui generis nas preferências culinárias, acho que lhe perdoo porque além de ser um orgulho de espertalhona e vivaça, é a moça mais lindona da avenida, sem dúvidas e por larga diferença, claro... e a única que me faz levantar bem disposta, ainda que a refilar por me acordar, focinho com focinho, como hoje. E hoje até sonhei com ela, tinha tido uma ninhada de três lindezas, duas moças castanhas como ela e um de pinta negra como o namorado... fiquei a pensar o que quereria dizer. Nascimento? renovações? vidas novas? coisas lindas?... não sei. sei que gosto dela, muito. mais que isso também não interessa, pois não? não. )

sábado, 18 de maio de 2019

Dos (meus) sábados perfeitos: 
mesmo que feios por fora, 
deliciosos por dentro de cada hora.

Bom dia.

quarta-feira, 15 de maio de 2019





... se não festejarmos a vida sem razão alguma, 
nunca saberemos festejá-la cheios de razões.

[dou por mim a pensar que talvez o segredo esteja em escolher o que temos, 
mais do que ter o que escolheríamos... 
mas que há uma parte importante que é também escolher algo por que lutar, 
algo que se queira com a força do que vem de dentro, com alma, com a crença numa felicidade por que nos queremos bater. 
Às vezes a felicidade também passa por batermo-nos por alguma coisa, por acreditar em algo, por nos arriscarmos, sabendo que podemos perder o que nunca chegámos a ter, 
deixando cair sonhos entre as passadas do caminho que vamos trilhando, 
mas, sabendo que escolheríamos sempre o que temos, o que não nos falha,
o que nos permite ir semeando sonhos perdidos pelo caminho e levantarmo-nos com a possibilidade de um sorriso, que são as mãos que temos na nossa. Sempre. E os dias que ainda não vivemos, mas são nossos. Ainda.]



segunda-feira, 13 de maio de 2019

Reza a história que chegados à torre, 
abeiraram-se da janela e disseram:
"que bel'de-ver".
E foi o que ficou, até hoje.
... e ainda é belo de ver.

Será que a beleza se gasta nos nossos olhos?
Se virmos todos os dias a mesma paisagem, 
que achámos bonita - que achamos ainda, que até escolhemos-,
vamos deixar de vê-la?... ainda que a olhemos?



terça-feira, 7 de maio de 2019

[imagem @jesuso_ortiz]

... outra vez.
Ao menos que chova a sério e o suficiente, 
Precisamos de chuva, muito, eu sei, mas em vez de se arrastar em dias cinzentos e de chuvinha fofa,  lenta e tola, já que está fora de tempo não pode fazer a coisa duma vez? 
Concentradinha e eficiente? Hum?
Duas ou três semanas a sério e deixávamo-nos de brincadeiras, 
do toca e foge da roupa de verão, e do esconde-esconde das gabardines ... hum? Que tal?
Ainda que hoje o tempo me vista tão bem, quero tirar esta farda de há demasiado tempo. Quero vestir a pele de sol e o coração de primaveras. Já é tempo. 
Que chova tudo agora, já quero sol.

sábado, 13 de abril de 2019



O tempo nada me diz, existo sem tempo, para além dele. Não lhe obedeço, não me contém. 
O tempo só existe quando a sua passagem nos altera. O tempo não me altera. Mas com tempo altero muita coisa. Com muito tempo altero tudo, ou quase. 
Intemporal, olha, sorri e diz: dêem-lhe tempo e será meu.
Tudo será meu, tudo será mar.

sexta-feira, 12 de abril de 2019




E se quiseres escolher, 
escolhe um azul que seja verde que seja teu.

Escolhe a vida que tens, não tens mais nenhuma,
mas pinta-a, em cada dia, com cores que sejas tu.

Bom dia!

quarta-feira, 27 de março de 2019

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Isto é, se eu não tiver chegado demasiado tarde, mas avisar da sessão da meia-noite às 23:59 parece a desculpa perfeita para... bom, para ter uma desculpa ;))
Mas, seja como for, é filme que agora terei que ver, pois claro.

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Gostei do título, e esta frase traduz o que lhe associei.

Ainda que o estrago que procura identificar, aparentemente, venha da obsessão, não do risco de amar ( e amar não é coisa avençada :)  ).

sexta-feira, 8 de março de 2019

... e no meio de dias loucos sem tempo e de desastres à espera de me tropeçar e de tanta coisa a passar-me pela cabeça, de querer acabar com tudo e mais alguma coisa, recebo isto... e sei que cada vez me faz menos sentido escrever aqui, e que cada vez menos a Olvido me veste (ou me despe) mas depois recebo isto, e percebo que, pelo que às vezes aqui escrevo, chego a algumas pessoas que me recebem duma maneira tão bonita. Que há pessoas bonitas, afinal. Espanto-me ainda com as pessoas, mas raramente pela positiva, e surpreende-me sempre saber que o que vou escrevendo toca algumas pessoas, neste caso ao ponto de escreverem pelo próprio punho um poema que uma noite me trouxe nos dedos e que serve de marcador de livro - e atentem no trecho do texto que deliciosamente juntam... é coisa para me ter feito ganhar o dia, aliás vários dias. Talvez este espaço ainda faça sentido. Ou melhor, eu continuar a escrever para que outros leiam, faça sentido. Talvez só precise de mudar de ares. Talvez as mudanças aconteçam todas ao mesmo tempo, ou talvez devamos aproveitar umas para, com o embalo, mudar muitas que já deviam ter mudado há muito. Talvez como um novo caderno, sem olvido, uma folha branca no topo de muitas, com cheiro a novo resplandecente e uma lisura de futuro, e sedenta de letras que me emudeçam o por dentro, secando-me do que quero calar. Talvez, afinal, outra de mim, que já não é Olvido por já não querer esquecer tudo que foi esquecido. Sou já outra, noutro porto ancorada, com outro olhar para dentro de mim, cada vez mais dentro, cada vez mais meu - mais eu.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

[foto @dmitrygrechin]

Dos domingos.
... cada um com o seu.
O meu tem dormir até não apetecer fechar os olhos
e ronha até à luz quente nos fazer cócegas nos pés.
Vontade de andar, de passear o sol pela trela da esperança.

Bom dia!

sábado, 16 de fevereiro de 2019

[foto @gabrielerigon]

Modo fim‑de‑semana. 
Versão interior, para a versão exterior juntam-se umas calças de ganga à receita 
e vai-se passear a pintarolas ao sol, que já apetece...
Apetece muito, até, e uma esplanada para um café e umas leituras... 
bem sei que isto é uma primavera de faz-de-conta que ainda andam a brincar connosco, mas o sol que apanharmos, já ninguém nos tira ;)) e eu está-me a apetecer sol, a melancolia já teve a sua estação, o seu tempo, as suas lareiras. Apetece pele agora, senti-la através do calor do sol e da brisa que corre fresca a caminho do futuro.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

[foto de Ed Feingersh]

Está frio. 
Aquece-me por dentro de ti.
Está frio dentro de ti?

Se está, dá-me só um casaco,
 que umas boas botas eu já tenho... 

[these boots are made for walking...]